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Lixo transformado em energia

Ter, 06/11/2007 - 09:51


O lixo depositado no aterro sanitário de Urjais (Mirandela) vai ser aproveitado para a produção de biogás.

Neste sentido, os 13 municípios da região reuniram, na passada quarta-feira, para constituírem uma empresa que deverá chamar-se Nordeste Energias.
Associado à Resíduos do Nordeste (RN), este novo projecto, que resulta de uma parceria com uma empresa ligada às energias renováveis prevê o aproveitamento dos resíduos sólidos recebidos no aterro sanitário da Terra Quente.
O projecto, que representa um investimento na ordem do milhão e 200 mil euros, vai ser suportado, na totalidade, pela empresa privada, que receberá 75 por cento da facturação resultante do fornecimento da energia à EDP. Já a Nordeste Energias auferirá 25 por cento. “São receitas que entram na Resíduos do Nordeste sem que esta tenha feito algum investimento, e que vão aliviar a carga financeira dos municípios”, explicou o presidente da RN, Eugénio Castro.
Apesar de ainda não ser possível contabilizar os lucros, uma vez que dependem dos resíduos recolhidos e do gás produzido, os responsáveis pelo projecto estimam que só a RN irá receber cerca de 50 mil euros anuais.

Gás resultante de resíduos irá incorporar a Rede Eléctrica Nacional

O gás, produzido naturalmente pelo próprio lixo do aterro sanitário, resultará na produção de energia que será incorporada, posteriormente, na Rede Eléctrica Nacional.
“O gás metano que existe no aterro sanitário perde-se continuamente e todos os dias para a atmosfera, pelo que queremos recuperar a energia e transformá-la em electricidade”, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes.
Para o autarca, este projecto representa a valorização de recursos, preservação do ambiente, bem como a obtenção de ganhos para os municípios. “É uma solução inteligente do ponto de vista ambiental, pois aproveitamos o que já existe, poupamos o meio ambiente e a energia de origem fóssil”, sublinhou o edil.
Recorde-se que o aterro sanitário de Urjais (ou da Terra Quente) recebe os resíduos do Nordeste Transmontano e, ainda, de Vila Nova de Foz Côa.