Ter, 14/08/2007 - 10:36
A mostra pretende fazer a ponte entre o passado e o presente, recriar e recuperar símbolos, que fazem parte da nossa cultura. Pois, tal com refere a joalheira, citando Bartolomeu Marí, "sem história, nem memória, não existe inovação, só novidade".
Para Ana Caldas "a joalharia é uma forma de arte muito personalizada", que consegue "dar forma material aos sonhos e desejos com as próprias mãos. Esta experiência converte cada jóia num objecto único e irrepetível."
A joalheira desenvolve uma manufactura de ornamentos e artefactos com utilização de técnicas tradicionais e ancestrais, recorrendo a influências e pesquisas próprias. A poesia e símbolos dos povos que habitaram a Península Ibérica, servem de base a esta colecção.
Para além disso importa referir que, tendo em conta a cena política actual, esta exposição permite "relembrar que a arte é um veículo de paz, de cultura, e que permite recriações a partir de motivos que, durante séculos, viveram imbuídos de simbologia, de pertença e erudição".
Para o presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, José Carlos Figueiredo, esta é uma oportunidade única de interligar a produção artística contemporânea com a história desta vila transmontana, com nome de origem árabe.
Colares, brincos, pendentes e taças lavradas a ouro podem ser apreciados até final de Setembro.



