Ter, 03/07/2007 - 10:42
Segundo os especialistas israelitas, os produtores locais não sabem tirar proveito da quantidade de água existente na região. “Os recursos são mal aproveitados e os sistemas de regadio estão ultrapassados, pelo que aqui pratica-se uma agricultura menos competitiva em quantidade”, explicou o cônsul da embaixada de Israel em Madrid, Rafael Erdreich.
Ou seja, se os agricultores utilizarem técnicas mais avançadas e sofisticadas, poderão triplicar a produtividade e fazer frente a países, como a França ou Espanha. “Para competirem com outros estados europeus precisam de aderir aos melhores sistemas, pois Portugal foi ficando para trás e, agora, é muito difícil alcançá-los”, sublinhou o responsável.
É possível melhorar através da automatização e o doseamento da água necessária
Para o dirigente da AATM, Fernando Brás, existe alguma falta de informação no que concerne às novas tecnologias. “Se os israelitas produzem no deserto nós, com a quantidade de água que temos, podemos fazer maravilhas”, referiu.
A solução passa, por isso, pelo aproveitamento de recursos e sistemas eficazes. “É possível melhorar através da automatização e o doseamento da água necessária para fazer frente às necessidades, tendo em conta as características da planta, solo e condições climatéricas”, acrescentou Fernando Brás.
Assim, a partir da implementação de técnicas de rega eficazes e do doseamento correcto dos recursos hídricos, o responsável acredita que “haverá uma redução no desperdício da água e nos custos da mão-de-obra que controla os sistemas de regadios, que resultará num aumento da produtividade”.
Iniciativa também pretendeu fortalecer ligações comerciais entre Portugal e Israel
A par das demonstrações de sistemas de rega avançados, os grupos de israelitas puderam conhecer alguns produtos regionais, como o azeite, a partir duma mostra de agro-indústria transmontana montada no Centro Cultural de Mirandela.
“Queremos estabelecer contactos entre os dois países”, explicou o presidente da ACIM, Jorge Morais.
Assim, aproveitando a presença de adidos comerciais de Israel, os agentes ligados ao sector pretenderam dar a conhecer os produtos regionais e fomentar as trocas comerciais”.
Segundo o director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carlos Guerra, esta iniciativa representa vantagens para ambos os países. “Podemos adquirir tecnologia israelita, mas eles, com o seu elevado poder de compra, também podem negociar os nossos produtos”, realçou o responsável.



