Ter, 14/08/2007 - 10:35
O autor, natural de Sambade, Alfândega da Fé, apresenta nesta mostra 47 quadros, todos eles relativos ao universo transmontano. De resto, um retrato absolutamente verosímil que vai desde o Gerês a Freixo-de-Espada-à-Cinta.
O pintor dedicou 3 anos a quase meia centena de telas e deslocou-se inúmeras vezes aos locais que iriam ser representados. Nas palavras do autor, o diálogo e contacto com as gentes transmontanas foi essencial para retratar com fidelidade a região.
Durante a inauguração, Rogério Carvalho explicou ao público presente o sentido dos quadros, bem como as motivações que o levaram a pintá-los. No entanto, cada “Interioridade” é devidamente acompanhada com um pequeno trecho, também ele escrito pelo artista.
Dotado de um temperamento realista por excelência, o autor projecta-se nas coisas exteriores com todo o peso da sua vida interior, a fim de apreender a imagem fugaz das coisas, em perpétuo dinamismo. Uma exposição realista, que transborda muitas críticas quanto à preservação do património ou ao descuido do povo no que concerne à defesa e protecção das suas terras.
No final da inauguração, o autor confessou, ainda, que tem outro projecto em mãos e que passará por retratar as mudanças de Trás-os-Montes ao longo dos tempos. Sob o tema “Contrastes”, o pintor apresentará o antes e o depois do cosmos transmontano através de uma perspectiva diacrónica. Rogério Carvalho já iniciou os trabalhos e quer apresentá-los em 2009.



