Ter, 23/10/2007 - 09:53
O membro do Governo mostrou-se confiante no projecto e contente pelos benefícios que trará a quem usufruir dele. “É uma forma de combate à pobreza e exclusão social dos idosos do distrito”, adiantou o responsável.
Contudo, a burocracia está a causar, pelo menos no concelho de Mirandela, alguns problemas, uma vez que muitas das residências não se encontram legalizadas em nome dos seus titulares. A situação levou o presidente da Câmara Municipal de Mirandela (CMM), José Silvano, a sensibilizar o ministro, que manifestou vontade em ultrapassar a questão.
“14 casas já satisfazem os requisitos legais, mas ainda precisamos de mais 11. Por isso, é urgente resolver o problema da titularidade e o registo da casa”, defende o edil. No concelho de Mirandela estão, neste momento, sete imóveis intervencionados e, até final do ano, avançarão mais 14”.
Para José Silvano, o importante é que a ajuda aos mais carenciados chegue de vários sítios. “O Estado dá 3.500 euros, a Câmara 7.500 e o povo também ajuda. Às vezes fazem-se milagres com pequenas intervenções”, acrescentou o responsável.
Ajuda aos mais necessitados tem que partir de todos
Recorde-se que este projecto foi implementado nos distritos de Bragança, Beja e Guarda em Abril deste ano, sendo que, em 2008, se estenderá a mais três distritos, privilegiando o interior do País. “É onde este tipo de problemas tem mais significado, pelo que pretendemos que esta medida seja alargada a Vila Real, Castelo Branco e Portalegre, cobrindo, assim, todo o interior”, adiantou Vieira da Silva.
Segundo o responsável, o programa “é pouco ambicioso em termos financeiros, com intervenções localizadas, mas muito forte na mobilização das comunidades, articulação entre vários agentes e com um conteúdo humano muito significativo”.
Segundo a directora do Centro Distrital de Segurança Social de Bragança, Teresa Barreira, o programa está a crescer de uma forma desigual no distrito. “Há concelhos que estão numa fase muito avançada do processo, com as situações identificadas e visitas domiciliárias, mas outros ainda estão na fase de candidaturas”.


