Ter, 06/11/2007 - 09:56
Após as directas do passado dia 18 de Setembro, os membros da Concelhia demitiram-se em bloco, forçando a realização de eleições, marcadas para a próxima sexta-feira.
Ao que o Jornal NORDESTE conseguiu apurar, duas listas vão disputar a CPC macedense: uma liderada pelo vereador da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Carlos Barroso, e outra apoiada por um grupo de militantes que não se revê na actual estrutura partidária.
“Queremos devolver o partido aos militantes e delinear uma nova estratégia para o desenvolvimento do concelho”, revelou um dos elementos do grupo contestatário, que na noite de ontem reuniu para escolher o opositor a Carlos Barroso.
A situação que se vive no PSD-Macedo, de resto, é o resultado das divisões que tomaram conta do partido após as eleições directas que ditaram a vitória de Luís Filipe Menezes.
Grupo de militantes pode transformar eleições concelhias numa arma de arremesso político
De um lado Carlos Barroso, que ontem formalizou a sua candidatura. Do outro lado da barricada, um grupo de militantes dispostos a transformar as eleições para a CPC-Macedo numa arma de arremesso político, que poderá forçar a demissão de Adão Silva da presidência da Comissão Política Distrital (CPD).
A mesma fonte adiantou ao Jornal NORDESTE que a onda de contestação à liderança do deputado laranja conta com militantes como Armando Queijo, o nome mais apontado para encabeçar a lista.
No entanto, à hora do fecho desta edição ainda não era conhecido o candidato que enfrentará Carlos Barroso nas eleições para a CPC-Macedo.
Contactado pelo Jornal NORDESTE, o vereador revelou que conta com “o apoio do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, de todos os presidente de Junta de Freguesia do concelho eleitos pelo PSD e de muitos militantes”.
Embora não exista uma posição pública, sabe-se que Carlos Barroso é o candidato que mais agrada aos líderes da CPD. Daí que umas eleições concelhias se transformem num trampolim para chegar ao poder na estrutura distrital do PSD.


