Ter, 09/10/2007 - 10:39
Citado pela Agência Lusa, o governante declarou, na passada quinta-feira, à margem da apresentação do Plano Nacional de Barragens, que o ICNB “não chumbou nenhum parque eólico, nem deu nenhum parecer desfavorável”.
Na óptica do responsável “o que está em causa é a elaboração do Plano de Ordenamento do Parque, que condiciona e limita a instalação de eólica, porque se trata de um parque natural”, adiantou o ministro.
No entanto, “o facto de ser um parque natural não significa que não se instale energia eólica.
O que significa é que tem de ser instalada com muito mais cuidado, com muito mais atenção aos valores naturais que há a proteger”, sublinhou.
Recorde-se que o regulamento do Plano refere explicitamente, no seu artigo 8 (actividades interditas) que “está proibida a instalação de parques eólicos, campos de golfe, oleodutos, teleféricos, funiculares e elevadores panorâmicos ou estruturas similares que descaracterizem significativamente a paisagem”.
“O facto de ser um parque natural não significa que não
se instale energia eólica”
Em declarações à Lusa, Nunes Correia lembrou que “há uma grande apetência pelo eólico”, acrescentando que do lado espanhol da fronteira estão instalados muitos dispositivos para a exploração deste tipo de energia, “o que leva a questionar se não devem ser, também, colocados no lado português”, reconhece.
Aliás, não é à toa que o PNM já despertou o interesse de um grupo irlandês que apresentou, recentemente um projecto para a instalação do “o maior parque eólico no mosaico europeu”.
O anúncio, contudo, coincidiu com a conclusão da proposta do Plano de Ordenamento do PNM, que proíbe a instalação de parques eólicos, o que gerou contestação a nível regional, sobretudo das autarquias.
O Plano de Ordenamento está em discussão pública até 17 de Outubro, o que tem levado o ICNB a promover sessões públicas de esclarecimento nos concelhos de Bragança e Vinhais (ver texto em baixo).



