Ter, 07/08/2007 - 11:08
Para informar e sensibilizar os empresários moncorvenses, técnicos da empresa certificadora TÜV Rheinland explicaram as medidas que têm que ser tomadas para que as empresas estejam em conformidade com a lei.
No que toca à segurança alimentar, a implementação do sistema HACCP é crucial para garantir a qualidade dos produtos e eliminar riscos para a saúde pública, visto que são analisados os perigos e são controlados os pontos críticos.
Trata-se de um conjunto de boas práticas ao nível da conservação e transformação dos produtos, que têm que ser postas em prática para garantir a segurança em toda a cadeia alimentar.
Empresários moncorvenses faltaram à acção informativa sobre legislação comercial
Segundo o administrador da TÜV Rheinland Portugal, Fernando Lamares, há empresários que desconhecem os procedimentos que têm que cumprir para poderem continuar com o negócio, o que leva a que, muitas vezes, tenham surpresas desagradáveis quando visitados pelos inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica.
Apesar de se saber que a fiscalização vai ser intensificada nos próximos anos, dos mais de 300 sócios da ACITM, apenas, cerca de uma dúzia estiveram presentes no workshop.
Perante esta realidade, Paulo Jaloto afirma que todos os associados foram devidamente informados, mas reconhece que é complicado incutir mudanças em pequenos empresários, parte deles já com idade avançada.
Mesmo assim, o responsável lembra que Moncorvo não vai passar ao lado das fiscalizações, pelo que é importante que os empregadores, tanto na área do comércio, restauração e serviços, como da construção civil passem a cumprir a legislação.
Fernando Lamares realça, ainda, que é fundamental que os empresários estejam informados, uma vez que a implementação do sistema HACCP pode significar um investimento reduzido, dependendo das características do negócio. “Num talho ou numa mercearia não vamos gastar tanto como numa loja macro. Por isso, os comerciantes têm duas alternativas: ou resolvem os problemas e cumprem a legislação ou são obrigados a fechar as portas”, concluiu o responsável.



