Ter, 11/09/2007 - 10:01
Para trás deixou um longo trabalho dedicado à política e à agricultura. O seu desempenho é enaltecido pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), da qual era presidente da Assembleia-Geral à data da sua morte, e pela Federação da Agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro (FATA).
Este transmontano foi responsável pela implantação da CAP na região, da qual foi vice-presidente, entre 1994 e 2002. Além disso, José Manuel Ruano também representou o sector do azeite português em Bruxelas e presidiu ao Conselho Nacional deste sector.
Fundador e dirigente distrital do CDS-PP, em Abril de 2002 José Manuel Ruano foi nomeado governador civil de Bragança pelo executivo PSD/CDS-PP, liderado por Durão Barroso.
Destacou-se, ainda, como comandante da polícia militar em Timor -Leste, na altura em que Portugal se retirou da ilha.
Depois da sua morte, as organizações e associações de Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro testemunham “a sua mais profunda gratidão pelo trabalho, dedicação, coragem, empenho e enorme sacrifício pessoal em prol da defesa dos interesses da lavoura transmontana e nacional”, que consideram ter ficado mais pobre.
Mesmo assim, lembram que “os homens passam, mas as obras ficam” e garantem que, neste momento de “graves dificuldades para a lavoura portuguesa, o seu legado de dedicação e persistência terá continuadores”.



