Ter, 25/09/2007 - 11:12
Antes de mais, esta estrutura deve ser encarada como mais uma peça do puzzle que está a levar a região do Alto Tâmega a assumir um crescente protagonismo no Interior Norte de Portugal.
De resto, já não é a primeira vez que esta coluna aborda os motivos que, mais cedo ou mais tarde, levarão o município de Chaves a tomar a dianteira no plano sócio económico. Foi no dia 11 de Janeiro de 2000 que o Jornal Nordeste fazia do título “Via Rápida Bragança-Chaves” a manchete daquela que foi a primeira edição com a actual direcção.
Na altura poucos acreditavam na utilidade desta ligação, mas, passados quase oito anos, cresce a necessidade de unir os autarcas em torno deste corredor. Pena é que tudo o que se possa conseguir peque por tardio, pois o avanço do Alto Tâmega em matéria de acessibilidades já vem do tempo em que António Guterres decidiu que o IP3 teria perfil de auto-estrada, entre a fronteira de Vila Verde da Raia e Viseu.
Pelo asfalto do IP3 (posteriormente baptizado de A24) e A7 já deslizam vários investimentos de largos milhões de euros, como o Hotel Casino de Chaves, o Aquanattur (Vidago e Pedras Salgadas) e a Plataforma Logística de Chaves.
Os dados estão lançados e só há uma forma de não perder o comboio. Chaves dista 100 quilómetros de Bragança e quase uma hora e meia de viagem. Há que encurtar distâncias, há que unir municípios, aproveitando para desencravar os que ficam a meio do caminho, como é o caso de Vinhais.



