Ter, 19/06/2007 - 11:21
Passaram cinco meses e a conclusão do Plano de Ordenamento vem confirmar o que já se previa em termos de aproveitamento do vento e da água, já que a barragem das Veiguinhas também é considerada incompatível com a conservação da natureza.
Sendo assim, às empresas que estão de olho em Montesinho para instalar aerogeradores, resta aguardar pelos resultados da Comissão Técnica de Avaliação ou pela discussão pública do Plano de Ordenamento, mecanismos que poderão inverter as regras do jogo. Em último caso, o aproveitamento do vento pode ser viabilizado por decisão governamental, já que o documento carece de aprovação em Conselho de Ministros.
Este é, de resto, um dos motivos de esperança das empresas e autarquias que vêem nos parques eólicos uma fonte de receita, à semelhança do que acontece na zona de La Culebra (Espanha), onde dezenas de torres espreitam o PNM diariamente.
Recorde-se, até, que a produção de energia eólica em zonas protegidas não é um caso inédito em Portugal. Prova disso é a instalação de vários de aerogeradores no Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, uma das mais emblemáticas áreas classificadas do País, devido à existência da mais antiga e longa pista de dinossáurio saurópode até hoje conhecida no Mundo.
No caso de Montesinho, resta esperar para ver até onde vai a vontade política para tentar cumprir o Protocolo de Quioto.



