Ter, 23/10/2007 - 10:16
Jogando um futebol apoiado e trocando muito bem a bola, a turma de Rui Vilarinho ia empurrando os encarnados para a sua baliza, impedindo as saídas para o ataque dos jogadores mais criativos do Morais.
Logo aos 8’, Joel remata à queima-roupa e o central da casa, Victor, joga o esférico com a mão. Uma decisão que o juiz Octávio Pereira não teve dúvidas em assinalar grande penalidade contra o conjunto local. Chamado a converter, Jardel remata rente ao poste direito de Ricardo, não dando hipótese de defesa.
Mesmo em vantagem no marcador, foi o Macedo que voltou à carga, controlando as peripécias da contenda. Liderados por um Joel em grande forma, os forasteiros realizaram uma boa circulação de bola, enervando um Morais demasiado expectante. Aos 31’, numa das melhores jogadas do desafio, Joel faz uma abertura vistosa para Pires, isolando-o, mas o avançado permite a mancha de Ricardo, negando o 0-2.
Perante tal passividade, Gilberto Gomes faz entrar Rui e muda completamente o rumo dos acontecimentos. O Morais ganhou nova alma e, aos 40’, só não marcou porque o livre de Rui embateu estrondosamente na barra. Ainda assim, o Macedo era um justo vencedor da 1.ª parte.
Em cima do apito final, Jardel ensurdeceu Santo André
Na etapa complementar, o Morais entrou disposto a dar a volta ao marcador, exercendo um “pressing” alto na recuperação da bola e jogando com as suas linhas mais próximas umas das outras. Sempre perigoso nas bolas paradas, o lanterna vermelha restabeleceria o empate na sequência de um pontapé de canto. Rui bate a bola para o 1.º poste e Tomané, com uma entrada fulgurante, cabeceia para o golo aos 54’.
A igualdade enervou e alheou os macedenses do jogo. Por isso, não foi surpresa quando Paulo protagonizou a reviravolta, volvidos 12’, num lance muito idêntico ao do empate.
Conquistada a vantagem, o técnico do Morais reforça a sua defensiva com mais um central (Hugo), tentando gerir o marcador. De facto, o Macedo raramente conseguiu entrar na área adversária, pois atacou mais com o coração do que com maturidade e clarividência. No entanto, quando já passava 1’ dos 90, Pires faz das suas e iguala o desafio, no seguimento de um lançamento de linha lateral, em que o avançado aproveita bem uma confusão na pequena área para cabecear para o golo. Neste lance, o Morais criticou fortemente os macedenses por falta de fair-play, já que os visitantes não devolveram a bola aos rivais.
Mas se a melancolia já era notória em Morais, o tento de Jardel aos 90+4’ arrasou a formação da casa e o seu público. Mesmo ao cair do pano, Jardel, à “Jardel”, respondeu da melhor maneira a um canto de Branco, fixando o placar em 2-3.
Campo de Santo André
Árbitro – Octávio Pereira (AF Bragança)
2 Morais
Ricardo
Marcos
Jone
Nelson
Tiago
Nuno
(Rui 36’)
João
Renato
Hélio
Paulo
(Hugo 69’)
Tomané
(Bruno 85’)
Treinador
Gilberto Gomes
3 Macedo
Marco
Joel
Adegas
Didácio
Bernardino
Pires
Jardel
Valadares
(Branquinho 60’)
Arrábidas
(Nené 69’)
Pipoca
(Nélson 45’)
Gancho
Treinador
Rui Vilarinho
Golos – Jardel 8’ (g.p.), Tomané 54’, Paulo 66’, Pires 90+1’ e Jardel 90+4’.
Disciplina – Bernardino 39’, Pires 58’, Gancho 63’ e Renato 75’.


