Ter, 17/07/2007 - 10:49
Por trás desta máquina de futebol está Sérgio Barrios, um técnico de 25 anos que alia a sua paixão pelo mundo do futebol com a ciência da sua licenciatura em Educação Física. Nas hostes canarinhas há 3 temporadas, Sérgio Barrios frequentou, este ano, o Curso de Treinadores de 1.º nível.
Depois de tanto tempo com os jovens atletas, o técnico conhece como a “palma da pão” todos os atletas. “Parti para o campeonato com a esperança de que podíamos fazer uma boa competição, pois durante 3 anos estabelecemos uma relação de proximidade muito grande”, recorda o responsável.
Quem assistiu aos jogos do Desportivo viu uma equipa com uma maturidade invulgar, espelhando responsabilidade e espírito de equipa como poucas.
No entanto, no capítulo de competitividade, o treinador canarinho deixa alguns conselhos ao futebol mais jovem da cidade: “os clubes da cidade deviam-se entender melhor e procurem/partilharem estratégias para ajudar o desporto na região”. “Andar de costas voltadas não vai resolver nenhum problema, muito pelo contrário, essa disputa só vai fomentar, ainda, mais rivalidades descontextualizadas”, confessa.
Recheado de bons atletas, o Desportivo primou pelo jogo colectivo e um modelo de jogo definido, que nunca precisou de ser ajustado, tal a compreensão táctica dos atletas.
“Os pais colocam muita
pressão nos filhos, acabando por prejudicar a equipa
e o próprio atleta”
Tiago Mendes (Mantorras) foi a estrela mais cintilante durante todo o campeonato. Em 12 encontros, o ponta-de-lança facturou 44 golos. Luís Lisboa foi outro dos esteios e um dos capitães de Sérgio Barrios, que usou uma rotatividade dos líderes para distribuir responsabilidades.
Nuno Silvano foi outro gigante no meio-campo canarinho. Dos seus pés saiu magia e muitas dores de cabeça aos seus adversários.
Por experiência própria e agourando o futuro, o treinador preveniu-se contra o papel dos pais na formação futebolística. “Criei autodefesas para mim e para o meu grupo de trabalho, pois sei que os pais colocam muita pressão nos filhos, acabando por prejudicar a equipa e o próprio atleta”, conta. “Por vezes era preferível que não estivessem lá, porque os jovens inibem-se e, por vezes, jogam mais para os pais do que para o conjunto”.
Por último, os campeões invictos estão ansiosos por competir novamente e ilustrar o seu futebol com imagens de convívio, amizade e êxitos. Nesta época, os pupilos de Sérgio Barrios apenas ficaram desolados por não participarem no Torneio Crescer Jogando da Escola Crescer, pois não foram convidados. Entre as muitas formações desafiadas, a Escola Crescer não convidou nenhuma da cidade. Mais um exemplo das ténues relações entre os principais clubes de Bragança.
Depois do excelente trabalho que Sérgio Barrios vem realizando ai longo dos anos, o GDB deverá continuar a apostar nas suas qualidades.




