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Dança dos paus reina em Miranda

Ter, 10/07/2007 - 10:27


O I Festival Internacional de Pauliteiros decorreu, no passado sábado, no Parque Urbano do rio Fresno, em Miranda do Douro. A iniciativa, organizada pela associação “Mirandaças”, juntou vários grupos de pauliteiros e pauliteiras, oriundos do País Basco, Sanábria e Castela com vista a divulgar a dança dos paus e, ao mesmo tempo, dar a conhecer as suas variantes na Europa. Desta forma, promoveu-se o intercâmbio cultural entre os grupos com a mesma raiz cultural.

Além disso, o certame também motivou os jovens para a cultura tradicional, já que esta dança tem o seu expoente máximo no concelho Miranda do Douro. Aliás, a “dança de ls palos” ainda se mantém bem viva em todo o Planalto Mirandês.
Segundo Paulo Meirinhos, um dos organizadores do festival, a dança dos paus foi comum a toda Peninsula Ibérica, tendo sido dançada um pouco por toda a Europa. Actualmente, sobrevive, apenas, em alguns pontos peninsulares, como é o caso do Planalto Mirandês, algumas zonas do concelho de Bragança, País Basco e Castela e Leão (Espanha).

Raízes da dança dos paus recordadas no primeiro Festival de Pauliteiros

A dança do pauliteiros perde-se no tempo. No entanto, vários investigadores classificam-na como uma dança guerreira. O documento mais antigo relativo a esta dança data do século XVII. “Isto no Planalto Mirandês, pois a dança com paus é comum a outros pontos da Europa e é feita com espadas, como é casa da Alemanha, País Basco ou Inglaterra ”, explicou o responsável.
O fenómeno que tem surgido em Terras de Miranda é aparecimento de grupos de pauliteiras, que protagonizam um género que era exclusivo dos homens. No Planalto Mirandês há, actualmente, quatros grupos femininos a dançarem com os paus.
A organização pensa num segundo festival, com a duração de dois dias, que contará com grupos de fora do concelho de Miranda do Douro e da Europa Ocidental.
Segundo o pauliteiro basco, Oirer Araolaza, “a dança dos paus é conhecida em toda a Europa, desde tempos remotos, mas a origem não é consensual, visto que há um período, desde a Grécia Antiga até ao século XV, em que não há informação acerca desta dança peculiar”.