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Concessões de pesca aumentam na região

Ter, 14/08/2007 - 10:30


A pesca desportiva está a crescer nos cursos de água do Nordeste Transmontano. Na área de abrangência do Núcleo Florestal do Nordeste (NFN) já estão a funcionar sete concessões para este fim, geridas por associações, clubes de caça e pesca e autarquias locais.

Os rios Angueira, Fresno e Tua foram os primeiros a serem dotados de regras que estabelecem os períodos nos quais é autorizada a pesca e as dimensões mínimas das espécies que podem ser capturadas. Desta forma, as entidades gestoras controlam as acções dos pescadores, com vista à protecção de alguns tipos de peixe característicos dos cursos da região, nomeadamente a truta.
A preservação da pesca desportiva tem levado associações, clubes de caça e pesca e, até, autarquias a aumentarem as concessões nalguns rios e albufeiras da região.
Por isso, no ano passado, entraram em funcionamento áreas concessionadas no rio Angueira, gerida pela Associação São Martinhense de Caça e Pesca, e na Ribeira do Penacal, no concelho de Bragança, gerida pela Associação Recreativa e Ambientalista de Caça e Pesca de Alfaião.
Este ano, a albufeira de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, e o rio Trutas, no concelho de Vinhais também passaram a impor regras aos pescadores. A Associação de Caça e Pesca de Alfândega da Fé é a responsável pela gestão da pesca desportiva na barragem de Vilarelhos, enquanto a Câmara Municipal de Vinhais orienta os pescadores que queiram exercer a actividade no rio Trutas.

Faltam técnicos para fiscalizar a pesca nos cursos de água que atravessam a região

Para o próximo ano, aguarda-se a aprovação de mais quatro áreas concessionadas, designadamente na albufeira de Vale de Madeiro (Mirandela) e nas ribeiras de Caroceiras, Vila Boa e S. Cibrão (Vinhais).
A criação de concessões de pesca desportiva é reivindicada pelos pescadores da região, de forma a conseguirem bons resultados nos convívios realizados em determinadas épocas do ano.
Segundo fonte do NFN, para ser criada uma concessão de pesca é necessário elaborar um processo burocrático, que, por vezes, se torna moroso. Mesmo assim, esta é a solução encontrada pelas entidades que trabalham com os pescadores, uma vez que a lei da pesca “dá muita liberdade” no que toca à captura do peixe.
“A lei da pesca tem mais de 40 anos e permite pescar numa vasta área. Uma licença concelhia, que custa 1,58 euros, permite pescar, durante um ano, em todos os rios do concelho e municípios limítrofes”, explicou a mesma fonte.
Para se poder pescar numa área concessionada é necessária a licença concelhia normal, acompanhada de um documento especial passado pela entidade gestora.
No que toca à fiscalização, a falta de recursos humanos dos Núcleos Florestais leva a que esta seja feita, apenas, pela GNR e pelas próprias entidades gestoras das concessões.