Ter, 07/08/2007 - 10:38
A saúde é débil, mas com uma memória de elefante fazia questão de narrar histórias de outros tempos. Já quando a robustez lhe permitia e não era parco nas suas contas de vida, contava às crianças saberes antigos e acarinhava o ontem com a ternura de querer fazer dos netos homens bons.
Quem não se lembra dele nos jogos do Grupo Desportivo de Bragança (GDB) em que, João Baptista Veloso, adepto fervoroso, que tendo na família jogadores e treinadores gritava até à exaustão quando a sua equipa entrava em campo?
Magarefe de profissão, este homem trabalhou muito durante uma vida de serviço aos outros com a faca em riste, não fosse o cliente querer mais um pedaço de carne acabadinha de chegar do matadouro municipal.
Esta é a história do homem que tem um nome, vive nesta cidade, que chora e canta canções da sua terra, um lutador, capaz de se comover até às lágrimas com a desgraça dos outros, que sonha, sofreu, lutou e na magnanimidade do querer fez obra.



