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Bragança aprende com Zamora

Ter, 30/10/2007 - 11:55


Com uma vasta área cinegética subaproveitada, o Nordeste Transmontano espreita os modelos de gestão da caça na Província de Zamora (Espanha), para valorizar e rentabilizar este recurso. Caçadores e responsáveis deste sector marcaram presença, na passada sexta-feira, no seminário da Norcaça, para assistir à explanação sobre a “Gestão da caça nas áreas protegidas de Zamora”, proferida pelo director do Parque Natural Lago da Sanábria, Jesus Palácios.

A existência de áreas cinegéticas não ordenadas, onde é possível caçar livremente, e, principalmente, a ausência de planos de gestão da caça são as grandes diferenças entre Portugal e Espanha.
Segundo Jesus Palácios, os terrenos não ordenados na Província de Zamora desapareceram entre os anos 80 e 90, uma medida fundamental para a existência de espécies cinegéticas nas reservas nacionais e regionais de caça.
Mesmo na fronteira com o Parque Natural de Montesinho, a Serra da Culebra é rica em caça maior e menor, com destaque para o veado e para a lebre. Todos os anos, é traçado um plano de gestão para esta reserva de caça, que determina o número de animais a abater e as medidas necessárias para alimentar e preservar as espécies.
Os caçadores que procuram esta reserva pagam quantias ajustadas ao porte dos animais que pretendem caçar. “Há caçadores que chegam a pagar 16 mil euros para caçar um veado”, salienta o responsável.
No que toca à caça menor, Jesus Palácios realça, ainda, que são feitos repovoamentos com coelhos e lebres selvagens, que são vacinados e acompanhados pelos técnicos da reserva, através da colocação de um microship. Além disso, todas as espécies abatidas são vistas por veterinários.
Na óptica de Jesus Palácios é possível compatibilizar a protecção natural com a caça, desde que sejam criados refúgios onde é proibido caçar.