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Barragem, finalmente

Ter, 04/09/2007 - 11:53


Chegou ao fim a novela que os ambientalistas decidiram rodar na zona do Baixo Sabor. A Comissão Europeia (CE) deu luz verde à construção do aproveitamento hidroeléctrico, que deverá empregar cerca de 1.000 pessoas (!) numa empreitada que se estende a 2012. A decisão da CE vem pôr fim a um braço de ferro que opunha, há demasiado tempo, grupos ambientalistas e autarcas, mais concretamente a Plataforma Sabor Livre e a Associação de Municípios do Baixo Sabor.

Corria o ano de 1998 quando a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo organiza o primeiro debate sobre os prós e contras da alternativa à barragem de Foz Côa, suspensa em 1995 pelo Governo de António Guterres.
Autarcas, ecologistas e cidadãos defensores da barragem juntam-se no auditório da biblioteca da vila e, durante a discussão, destaca-se a resposta de um comerciante à defesa da fauna e flora desencadeada por um membro do GEOTA - Grupo de -Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente. “Eu quero lá saber do cágado. Nós aqui precisamos é de empregos, que é o que nos dá de comer”.
Passaram quase 10 anos e, por causa do cágado e outras espécies que convivem com rios e vales de tantas outras zonas do País, a barragem do Baixo Sabor só agora tem ordem para avançar.
Enquanto o braço de ferro não ditou vencedor, a região perdeu gente e oportunidades de investimento no desenvolvimento turístico do Baixo Sabor. É que, se a barragem tivesse arrancado em 1997, estaria concluída em 2002, de acordo com as previsões actuais.
Nada disso. Os ecologistas preferiam ignorar os exemplos de feliz convivência entre albufeiras, natureza e turismo (Azibo, Peneda-Gerês e Douro Internacional), travando o aproveitamento das águas dos Sabor, tanto para a produção de energia eléctrica, como para a prática de desportos náuticos que a sua albufeira vai proporcionar. Agora, não há tempo a perder.