Ter, 11/09/2007 - 10:27
Muitas vezes a calcorreei. Algumas pela mão do meu irmão Zé até à estação onde íamos levantar encomendas, outras já estudante quando ia para a escola do Toural, para o liceu e para a escola industrial e depois como bragançano que ama a sua terra e que nunca daqui quis sair.
Este lugar é indefectível. Parece-me impossível que alguma vez possa desaparecer. Fala-se de proceder a alterações ao seu traçado ou ao seu arranjo urbanístico. É natural que assim seja já que as coisas evoluem e mudam. Também a mim não me repugna que a modifiquem, melhorando-a e atrevo-me a sugerir algumas mudanças.
Sugiro que se mantenham os dois sentidos de circulação, mas que se aumentem os passeios, dando ao passeio do lado descendente a mesma dignidade do ascendente, ou seja: que se possam instalar esplanadas e arranjos florais em ambos e que se pavimentem com granito. O aumento dos passeios é possível e necessário para permitir a instalação de esplanadas e a livre circulação das pessoas que neste momento se faz com alguma dificuldade.
No separador central penso que se devem manter as plantas e os canteiros, pavimentando o restante espaço com granito. Ainda no separador central, em cada uma das pontas da avenida, junto à Praça Cavaleiro de Ferreira e junto ao edifício da Caixa Agrícola criar espelhos de água com fontes e repuxos de cariz moderno o que só enriquecerá o espaço.
Sugiro ainda, que as ruas Guerra Junqueiro e Dr. Francisco Felgueiras sejam transformadas em zonas pedonais visando criar uma mais valia para a população e uma beneficiação daquela parte da cidade que realmente necessita de ser melhorada e porque a circulação automóvel naquele local pode ser perigosa. Ali instalar-se-iam os indispensáveis bancos e zonas ajardinadas potenciando uma melhoria para o comércio tradicional. A capela de Santo António também beneficiaria desse enquadramento transformando-se num local digno de ser visitado.
Ressalvando as evidentes diferenças, recordo-me das Ramblas em Barcelona que tantas pessoas atraem. Porquê não criar um espaço de venda de flores ao ar livre, na Primavera e no Verão?
A circulação automóvel far-se-ia pela rua das bombas de gasolina e também por Vale de Álvaro.
Bragança, para mim, pesem embora todos os abandonos a que somos votados, continua a ser uma bela cidade, cheia de potencialidades que a vontade política pode e tem o dever de potenciar. No entanto, cabe-nos a nós, pugnar para que as coisas aconteçam. Nada cai do céu a um simples desejo nosso.
Marcolino Cepeda



