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Auto-estrada transmontana

Ter, 10/07/2007 - 10:58


A Câmara Municipal de Bragança convocou ontem os jornalistas para apresentar o traçado proposto para o prolongamento da A4, no troço Vila Real-Bragança- Quintanilha. Segundo o corredor apresentado no Estudo Prévio, fica-se a saber porque é que a auto-estrada não vai ter portagem e será aberta em regime Sem Custos para o Utilizador (SCUT). Ou seja, sem as odiadas portagens.

Além dos níveis de desenvolvimento ainda estarem aquém de outras regiões do País (e este é o critério do Governo para criar ou manter as SCUT), grande parte da A4 pouco mais será do que um aproveitamento do IP4. Os números falam por si. Apenas 18 por cento do traçado é totalmente novo, ao passo que o restante sofrerá alguns melhoramentos, de modo a seguir o corredor da actual via rápida, mesmo em algumas zonas onde as curvas limitam a velocidade.
Por isso, será fácil adivinhar alguns quilómetros com sinais limitadores de 80 e 100 km/h, aliás como acontece na recente A25, que também resultou num aproveitamento do mal fadado IP5.
É pena que assim seja, porque ambos os IP´s já assentaram em projectos ultrapassados, com 10 anos de existência. Bem, mas num País em permanente clima de contenção, mais vale ter um IP4 melhorado e alargado para quatro vias de rodagem do que continuar a não constar do mapa de auto-estradas. Além disso, em tempo de apertar o cinto, é preferível uma SCUT do que uma auto-estrada com portagem, porque também estas têm curvas (veja-se o caso da A4 entre Amarante e Ermesinde).
O que importa é que ela chegue a Quintanilha em 2012, acompanhada do IP2 e IC5, pois já vem tarde de quaisquer das formas…