class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-166741 node-type-noticia">

            

Arsénio resiste em Vila Flor

Ter, 21/08/2007 - 10:34


Análises à água subterrânea numa zona a norte de Vila Flor detectaram valores de arsénio muito superiores ao limite máximo legal para líquido destinado ao consumo humano. As conclusões resultam de um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) que foi apresentado na XI Semana de Geoquímica e no VI Congresso Ibérico de Geoquímica, realizadas no final do mês de Julho.

Confrontado com os resultados, o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor (CMVF), Artur Pimentel, garantiu que o problema “está ultrapassado, pelo que não há nenhum risco para a saúde humana”.
Para o autarca, poderão surgir outros resultados deste género, mas sem que representem qualquer perigo para o homem, uma vez que “estes problemas são logo corrigidos, mal são detectados”, assegura
As investigações focaram, ainda, a recuperação de zonas mineiras, que, quando intervencionadas, podem contribuir para a ruptura do equilíbrio do sistema com a dispersão da contaminação e destruição de património mineiro. Neste aspecto os estudiosos dão como exemplo a mina de Freixeda, concelho de Mirandela, por considerarem que a intervenção realizada inviabiliza programas pedagógicos.
Na óptica dos autores do estudo, estes processos são, muitas vezes, insustentáveis do ponto de vista ambiental.
Também a transferência de resíduos de urânio, nomeadamente radionuclidos, da cadeia alimentar para o homem foi debatida durante a apresentação do estudo. Esta “transmissão” pode dar-se a partir de produtos agrícolas cultivados em solos contaminados por resíduos a exploração e tratamento do minério de urânio. Este é um dos fenómenos que se regista nas minas da Urgeiriça, concelho de Nelas.