Ter, 10/07/2007 - 11:00
Na óptica de Paulo Amante, responsável pela Airtricity Portugal, a proposta de ordenamento do parque, que proíbe a instalação de aerogeradores em toda a área protegida, não irá comprometer o projecto apresentado no passado mês de Abril.
O responsável afirma que se trata, apenas, de uma proposta do PNM, pelo que a Airtricity pretende apresentar alternativas e colocá-las à consideração do poder central.
Perante as recomendações do documento, a empresa tenciona dialogar “com todos os organismos que tenham interesse no desenvolvimento de Trás-os-Montes”.
Airtricity acredita na viabilidade do projecto de energia eólico apresentado para os concelhos de Bragança e Vinhais
Recorde-se que este projecto, que representa um investimento global na ordem dos 800 milhões de euros, prevê a criação de cerca de 50 postos de trabalho directos. Numa primeira fase, a empresa pretende instalar seis aerogeradores nas proximidades de Mofreita, Zeive e Soutelo e já está a estudar a possibilidade de alargar o projecto a Vilarinho, Montesinho, Travanca, Guadramil, Rio de Onor e Pinheiro Novo.
O desenvolvimento sustentável da região é o argumento da Airtricity para convencer os organismos competentes a alterarem a proposta de ordenamento durante o período de consulta pública.
Esta posição é partilhada pelas Câmaras Municipais de Bragança e Vinhais, Juntas de Freguesia e populações, que já manifestaram interesse na alteração do documento para possibilitar a construção do projecto eólico.
Na óptica das entidades regionais, a energia eólica é fundamental para o desenvolvimento da região, mas também para revitalizar as aldeias que resistem no coração do PNM e que têm vindo a perder cada vez mais população.



