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Água falha nas torneiras do Zeive

Ter, 13/11/2007 - 10:43


Em pleno Outono, a população do Zeive, na freguesia de Parâmio, concelho de Bragança, não tem água suficiente para consumo doméstico. O problema de abastecimento da aldeia já se arrasta há cerca de três anos, uma situação que revolta os moradores. “Temos que ir buscar água à fonte, como se fazia antigamente”, lamenta Maria Emília Morais, habitante do Zeive.

Nos anos anteriores a água só faltava no Verão, mas este ano a situação agravou-se com os meses secos de Outono. “As falhas são constantes. Até já vieram cá os bombeiros encher o depósito”, afirma Maria Armandina, outra moradora.
Na óptica da população, a aldeia tem água em abundância, pelo que não compreendem as falhas constantes nas torneiras. “É uma aldeia com muita água e há anos que existe um problema de abastecimento do depósito”, constata Jorge Morais, que tem uma casa na aldeia.
O presidente da Junta de Freguesia do Parâmio, Manuel Fernandes, reconhece o problema e realça que só será resolvido com a ligação de um nascente mais forte ao depósito que abastece a aldeia.

Resolução do problema depende, apenas, da ligação de um nascente ao depósito

“A Junta já fez um investimento de cerca de 4 mil euros na exploração de um nascente forte e estamos a aguardar que a Câmara Municipal de Bragança (CMB) nos faça a ligação do nascente à mãe de água”, revela o autarca.
Confrontado com esta situação, o presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que a prioridade no Zeive é controlar o consumo da água, através da colocação de contadores. “A água para consumo público não pode ser utilizada para rega. O problema não é falta de água, mas falta de controlo do uso da água”, frisou o edil.
O presidente da Junta tem uma posição diferente e garante que só assina os contratos da água quando a Câmara efectuar a ligação do nascente ao depósito. “Eu não sou contra o controlo da água, mas só faz sentido pagar água no Zeive quando a aldeia for abastecida com água em quantidade e em qualidade, o que neste momento não acontece”, remata o autarca.