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Agricultores queixam-se de falta de água

Ter, 16/10/2007 - 10:52


Dois proprietários de terrenos agrícolas de Macedo do Peso, concelho de Mogadouro, dizem-se privados de águas sobrantes que alimentavam o antigo depósito de abastecimento da aldeia e que depois eram canalizadas para um sistema de rega das suas terras. Os agricultores garantem que há mais proprietários agrícolas na mesma situação, não tendo água para rega.

Alcino Moreira, um dos queixosos, diz ter assinado um contrato com a Câmara Municipal de Mogadouro (CMM), que lhe dava o direito de utilizar as águas sobrantes para regar as suas propriedades. Contudo, “a Junta de Freguesia cortou-me o fornecimento das águas sobrantes para rega de terrenos”, explicou o proprietário.
Esta medida não é compreendida pelo agricultor, uma vez que efectuou um avultado investimento, na ordem dos 25 mil euros, num sistema que permitiria regar a propriedade. “Se não houvesse um contrato, não teria gasto dinheiro na instalação das condutas para regar a minha propriedade com vários hectares. Agora a maioria dos proprietários com terras de regadio na aldeia tem água que é minha e eu estou sem ela”, garante Alcino Moreira.
O proprietário entregou ao Jornal NORDESTE cópia de um contrato assinado com a CMM, em 2004, que o autoriza a aproveitar as águas sobrantes do depósito, que corriam livremente na sua propriedade há mais de trinta anos.
Júlio Martins, outro proprietário que se diz lesado, garante que “custa ver correr a água para o ribeiro e não a poder aproveitar”.

Câmara disposta a mediar a situação, para que nenhum dos proprietários fique prejudicado

O presidente da Junta de Freguesia de São Martinho do Peso (JFSMP), Vítor Coelho, garante que há, apenas, um proprietário que beneficiava de alguns privilégios no que toca ao aproveitamento de águas sobrantes da antiga “mãe de água”.
“Foi preciso fazer uma intervenção no sistema de abastecimento à aldeia, já que a antiga rede não tinha capacidade para prover a povoação de água em qualidade e quantidade. Além disso, é preciso preservar os interesses comunitários em detrimento dos individuais”, argumentou o autarca.
Aliás, foi a pensar no interesse colectivo que a Junta de Freguesia adquiriu um novo reservatório para a retenção das águas sobrantes, de modo a beneficiar toda a aldeia.
Contactado o presidente da CMM, Moraes Machado diz que está disposto a mediar a situação, para que nenhum dos proprietários fique prejudicado.