Ter, 17/07/2007 - 09:58
Desta vez, o convidado foi José da Silva Costa, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que pôs o dedo na ferida quanto à perda de dinamismo da região no contexto nacional, nomeadamente no Produto Interno Bruto e Emprego.
O Grande Porto, principal pólo da região Norte, é o espelho desta tendência. Segundo o director da FEP, esta Área Metropolitana caiu para o terceiro lugar na tabela de Competitividade e Coesão em 2000-2002, a seguir à Península de Setúbal e à Grande Lisboa, que ocupam o 2º e 1º lugares, respectivamente.
José da Silva Costa separou pontos fortes e fracos para tentar construir um leque de oportunidades para o Norte de Portugal. Os recursos humanos qualificados a baixo custo no quadro europeu, a tradição do empreendedorismo, a rede de Universidades e Centros de Investigação, associada ao potencial das energias renováveis e ao papel da diversidade cultural e paisagística na promoção turística, são alguns dos factores a ter em conta.
O reverso da medalha, contudo, incide no peso dos sectores tradicionais (nomeadamente indústria têxtil e de calçado, que são os pilares da economia de vários concelhos), na dificuldade de retenção dos recursos humanos qualificados e na dificuldade em captar investimento directo estrangeiro, face à projecção duma imagem negativa da região.
A inconsistência das políticas públicas e os modelos de governação inadequados são alguns dos argumentos usados pelo responsável para defender a Regionalização.



