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15 anos de esquecimento

Ter, 06/11/2007 - 09:55


O rugido do metal ouve-se cada vez mais longe. O apito, que anunciava a passagem da locomotiva por terras perdidas no mapa, deixou de soar entre montes e vales. O comboio, que animava populações dia após dia, foi deixando de pertencer aos locais. Agora, faz parte das lembranças e memórias daqueles que, um dia, o viram partir para sempre.

Para Daniel Conde, o abandono da Linha do Tua representa o desaparecimento de “um percurso turístico de sonho”, que leva cerca de 20 mil pessoas a percorreram os carris entre o Tua e Mirandela, ano após ano, apreciando a paisagem no troço que sobreviveu ao encerramento da década de 90.
Hoje, grande parte das estações encontra-se subaproveitada, pelo que o responsável propõe a concretização de parcerias entre as Juntas de Freguesias, a Região de Turismo do Nordeste Transmontano e a Rede Ferroviária Nacional (REFER), com vista à cedência de espaços ferroviários às populações.
Recorde-se que a REFER e os autarcas das localidades abrangidas pela Linha do Tua têm vindo a debater a criação de uma rede de ecopistas que implique, também, a recuperação do património ferroviário.
Na óptica de Daniel Conde, o abandono do que resta da Linha do Tua agravará a desertificação da região, pois acarreta a redução na mobilidade das populações locais, carga e turistas. “Representa, também, a perda de património público, com a destruição de estações, degradação das obras de arte ou a sua venda a particulares”, sublinha o dirigente.