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Mais mortes na estrada

Ter, 13/11/2007 - 10:25


Do início do ano até dia 4 de Novembro passado as estradas do distrito de Bragança registaram 22 mortos, mais quatro do que no período homólogo do ano anterior. Segundo relatórios de sinistralidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que sucedeu à Direcção-Geral de Viação (DGV), o número de feridos graves e leves seguiu uma tendência inversa. Ou seja, passaram de 63 e 408, em 2006, para os 56 e 380, de 2007, respectivamente. O mesmo aconteceu com o número de vítimas que desceu de 489 para 458.

No total, em 2006 ocorreram 388 acidentes nas estradas do distrito, dos quais resultaram 23 mortos (mais um do que de 1 de Janeiro a 4 de Novembro de 2007), 71 feridos graves e 486 leves. O mês de Agosto foi o que registou maior número de ocorrências e vítimas, mas foi Setembro o mês mais mortal.
Os dias da semana mais fatídicos foram a sexta-feira e domingo, que registaram 31,4 por cento dos acidentes e 32,9 por cento de vítimas, sendo que a maior parte se deu durante o dia.
No que toca às condições atmosféricas, 71,9 por cento das ocorrências e 78,3 por cento de vítimas mortais verificaram-se com bom tempo.

Despiste foi o tipo de acidente mais frequente no distrito de Bragança

Contrariamente ao resto do País, o tipo de acidente mais frequente no distrito de Bragança foi o despiste, que representou 49 por cento dos acidentes e 56,5 por cento das vítimas mortais.
Bragança e Mirandela registaram o maior número de ocorrências (24,5 e 19,8 por cento, respectivamente) e vítimas (22,2 e 25,2 por cento, respectivamente). Já o concelho de Mogadouro foi onde se verificou o índice de gravidade mais elevado do distrito.
Em Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Vimioso não se verificou nenhuma morte.
Em todo o distrito, as estradas nacionais registaram o maior número de mortes (13 pessoas), seguidas dos percursos municipais, com seis óbitos. Os Itinerários Principais 2 e 4 registaram, apenas, duas das 23 vítimas mortais em 2006.
O Jornal NORDESTE tentou auscultar o governador civil do distrito de Bragança, Jorge Gomes, que não se mostrou disponível para comentar os dados acerca de sinistralidade avançados pela DGV ou ANSR.