Ter, 06/11/2007 - 10:29
São odores, gostos, cores e cheiros de compotas e geleias que trazem à imaginação a fruta acabada de colher dos pomares.
A Quinta d’ Ameã, através do toque artesanal e sabedoria de Maria do Céu e Maria Pires, consegue trazer à memória esses saudosos paladares de outros tempos. Localizada em Ousilhão, no concelho de Vinhais, esta empresa, que representa o sonho de duas mulheres empreendedoras, faz da qualidade e sabor a sua imagem de marca, que existe há cerca de cinco anos.
Trata-se de um projecto que nasceu a partir do desejo de Maria do Céu, natural da Maia. Após cerca de 20 anos a trabalhar na área da indústria de alta tecnologia na zona do Porto, decide dar outro rumo à sua vida e enveredar por um sector que lhe permitia colocar a criatividade e conhecimentos ancestrais ao serviço dos sabores tradicionais. Uma ideia que, apesar de representar riqueza e desenvolvimento regional, demorou bastante tempo a arrancar, devido às dificuldades burocráticas. “Envolve muita paixão e gosto por esta terra, caso contrário não teríamos ultrapassado os entraves e demoras injustificadas para colocar de pé uma coisa tão simples”, explicou Maria do Céu.
Uma vez contornados os obstáculos, esta artesã e a sua sócia na Quinta d’ Ameã, Maria Pires, deitaram mãos à obra e arrancaram com uma empresa que, a partir de receitas e produtos locais, transforma as melhores frutas em compotas e geleias. As iguarias são comercializadas em pequenos postos de venda em Vinhais, na aldeia de Ousilhão, bem como numa loja e distribuidor na área do Grande Porto.
Quinta d’ Ameã exige conhecimento de receitas tradicionais e dedicação diária
Apesar de se terem dedicado a vida inteira à confecção de compotas e geleias, uma vez que produziam para consumo próprio, esta dupla teve que aprofundar conhecimentos, através da descoberta de receitas originais e tradicionais, de modo a imprimir um toque especial nas suas confecções. “Fui à procura das técnicas de antigamente, pelo que os nosso produtos mantêm o sabor genuíno de outros tempos”, assegurou a responsável.
Para Maria Pires, o segredo está na escolha da fruta, na sua maioria biológica, e no gosto em fazer cada vez melhor. “Utilizamos a nossa criatividade e conhecimentos para fazermos as melhores compotas e é gratificante sabermos que, em muitas casas, existem compotas e doces feitos por nós”, sublinhou Maria Pires.
Assim, a partir da criatividade, técnicas artesanais e conhecimentos tradicionais, Maria do Céu e Maria Pires fizeram da Quinta d’ Ameã um negócio que começa agora a ser rentável, com os cerca de 600 frascos vendidos mensalmente. “Os custos são permanentes e os proveitos não, principalmente após o avultado investimento que fizemos, pelo que só agora temos condições para dar o grande salto”, assevera Maria do Céu.


