Ter, 06/11/2007 - 09:53
Este é, apenas, um dos projectos ferroviários que não chegou a sair do papel durante a revolução ferroviária que tomou conta de Portugal em finais do século XIX e princípio do século XX.
Segundo Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), a estação de Bragança foi projectada, inicialmente, para dar continuidade à linha até à Puebla de Sanábria, através da Serra de Montesinho.
Esta intenção, afirma o defensor do caminho-de-ferro, pode comprovar-se pela estrutura da gare bragançana, que nunca foi arquitectada com o objectivo de ser o terminal definitivo da Linha do Tua.
A ligação Mirandela-Vinhais foi outra das hipóteses que esteve em cima da mesa. No entanto, concluiu-se que a construção de determinados troços ferroviários seria difícil e demasiado dispendiosa, pelo que se optou pela estrada nacional.
Ligação Mirandela-Vinhais foi outra das hipóteses que esteve em cima da mesa.
A vontade de estender a rede ferroviária era tanta, que chegou a prever-se, também, a ligação de Bragança à Linha do Douro, através do ramal do Sabor. Ou seja, o comboio partiria da capital de distrito em direcção a Vimioso e dali seguiria até Miranda do Douro, entrando na linha do Sabor. Contudo, o projecto nunca avançou, até porque o caminho-de-ferro acabou por parar Duas Igrejas, sem nunca chegar à cidade de Miranda do Douro. Assim, caiu também por terra a ligação de Bragança a Zamora, com passagem pela capital da língua mirandesa, outros dos grandes projectos pensados para o Nordeste Transmontano.
Já no Alto Tâmega pensou-se em transformar Chaves no terminal de três linhas ferroviárias, mas apenas a Linha do Corgo acabou por desembocar na cidade termal. De acordo com estudos da época, Chaves poderia ter sido o terminal da Linha do Tâmega (que não passou do Arco de Baúlhe) e do ramal de Guimarães, que ficou em Fafe. Mas, os poucos quilómetros que ainda foram construídos acabaram por ser encerrados na década de 90, como aconteceu nos troços Amarante-Arco do Baúlhe e Guimarães-Fafe.


