Ter, 30/10/2007 - 12:11
Segundo Paulo Meirinhos, da Associação Galandum Galundaina, um dos promotores do Congresso, este é um passo indispensável para a manutenção da gaita-de-foles mirandesa no seio dos instrumentos de linhagem tradicional portuguesa.
“Não existia, até ao momento, um padrão unido para a afinação das gaitas, logo não poderiam tocar em conjunto e em uníssono, pois cada construtor apresentava o seu próprio timbre, situação que poderá ter condicionado a aprendizagem do instrumento”, argumentou o músico.
Paulo Meirinhos ressalva, ainda, que no decurso de todo o projecto foi efectuada uma recolha com base na maior colecção de instrumentos musicais ancestrais, reunida no Planalto Mirandês para o estudo científico.
Para a realização da investigação analisaram-se instrumentos com cerca de 200 anos, que pertencem a gaiteiros e museus.
Recorde-se que o Congresso da Gaita de Fole Mirandesa será falado em seis idiomas, juntando o português, mirandês, francês, occitano e galego.


