Ter, 23/10/2007 - 11:11
Muitos são os que vaticinam que o Turismo há-de ser a tábua de salvação da região. Em parte é verdade, mas, para que o Turismo não perca a sua vertente rural, há que salvar a actividade agrícola, pois não há turista algum que goste de ver campos de cultivo abandonados e aldeias fantasma.
É neste contexto que investimentos com participações da autarquias como a recém-criada a Cooperativa “Soutos os Cavaleiros” (Macedo de Cavaleiros), a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Alfândega da Fé, a CACOVIN – Agro Indústrias e o Matadouro de Vinhais, a marca “Mirandela Qualidade Superior”, o Matadouro Municipal de Bragança e a CoopFreixo, entre outros, assumem particular importância.
Uma região que tenta vender a imagem do Turismo Rural, acompanhada das Tradições e da Gastronomia, tem que continuar a criar estruturas capazes de recolher e transformar os produtos que brotam da terra, gerando rendimento para o agricultor. E neste sector é impossível falar em desenvolvimento agro-industrial sem passar pela Sortegel (Bragança) e pela SousaCamp (Vila Flor), empresas privadas que, só por si, garantem o tratamento e comercialização de toneladas e toneladas de castanha e cogumelos, respectivamente.
Se tivermos em conta o papel que estas estruturas têm no rendimento agrícola e criação de postos de trabalho, vale a pena dizer que todos os municípios deveriam reservar uma fatia do investimento para unidades de carácter agro-industrial.


