class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167180 node-type-noticia">

            

EDP ameaça extinguir piquete de Vimioso

Ter, 23/10/2007 - 09:54


A EDP deverá transferir a equipa de apoio técnico de Vimioso para outro concelho do distrito.

O alerta é do presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Vimioso, António Santos, que acusa a EDP de estar a quebrar um protocolo assinado com a Câmara Municipal há cerca de seis anos. Segundo o acordo, a empresa comprometeu-se manter a delegação técnica naquele concelho por um período de 20 anos.
António Santos afiança que a EDP vai encerrar a repartição de Vimioso até ao final do ano, o que resultará na extinção de dois postos de trabalho no concelho.
Na óptica do responsável, trata-se de uma situação “grave e lamentável”, que irá acelerar o processo de desertificação que assola aquele município. Além disso, o tempo de resposta às populações tornar-se-á mais longo, visto que a equipa técnica mais próxima ficará em Mogadouro. Ou seja, a cerca de 35 quilómetros de Vimioso.
“Trata-se de um ponto de socorro das pessoas do concelho. Há avarias constantes e com a equipa mais longe a resposta à população vai demorar mais tempo. É uma situação que vai pôr em causa a qualidade de vida das pessoas, principalmente dos idosos”, sustentou António Santos.
O presidente da Concelhia do PS critica, ainda, o executivo da Câmara Municipal de Vimioso por não ter movido qualquer acção para travar a saída deste serviço fundamental para a população.

Autarca de Vimioso realça que está do lado da melhoria dos serviços prestados à população

Confrontado com a saída dos técnicos da EDP, o autarca local, José Rodrigues, diz que tem conhecimento, apenas, que a empresa pretende concentrar os funcionários num destes concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro ou Vimioso. “Ainda não é conhecido o concelho onde vão ficar instalados”, acrescenta o edil.
Além disso, o edil afirma que, desde que as mudanças resultem na melhoria dos serviços prestados pela empresa, a autarquia não vê qualquer problema na concentração de funcionários num destes concelhos.
O Jornal NORDESTE contactou a EDP para saber quais as mudanças previstas para o distrito de Bragança ao nível das equipas que prestam apoio técnico às populações. A empresa, contudo, disse, apenas, que “a assistência à rede de clientes do distrito de Bragança será garantida por equipas sedeadas no distrito, como se vinha verificando anteriormente”.
Em comunicado, a EDP fez saber que iniciou, este ano, um processo de reestruturação, com o objectivo de melhorar a qualidade do serviço prestado aos clientes.
Sem dizer quais os reflexos da reestruturação no distrito de Bragança, a empresa realça que os serviços técnicos de cada área ocupacional “operam agora com uma mobilidade mais elevada, que resulta numa redução dos tempos de deslocação e actuação nos locais”.