class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167177 node-type-noticia">

            

PIDDAC em disquete

Ter, 16/10/2007 - 11:57


Este ano, o Governo decidiu apresentar o Orçamento de Estado (OE) numa pequena “pen-drive”, dando cumprimento ao anunciado Plano Tecnológico. Apesar do avanço, o certo é que, em termos regionais, a fatia do OE que caberá ao distrito de Bragança é tão pequena que cabe numa simples disquete. De facto, façam-se as leituras que se fizeram que só há uma interpretação possível do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) 2008 para o distrito de Bragança. Além de ser um dos piores de sempre em termos globais, o documento não inscreve verbas em vias de comunicação, situação que faz antever atrasos em vias tão fundamentais como a A4, o IP2 ou IC5.

Pior do que isso são os concelhos que ficam de fora das previsões de investimento. Se há poucos anos havia um ou dois municípios não contemplados no PIDDAC, em 2008 sabe-se que Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Vinhais e Vila Flor não têm qualquer verba inscrita. Agora que os números são conhecidos, deverão suceder-se as conferências de imprensa dos diversos partidos com representação no distrito de Bragança. A oposição criticará duramente o OE para o próximo ano, enquanto o PS rebaterá as acusações, dizendo que existem outras fontes de financiamento para concretizar obras na região. O argumento é velho e já foi usado por todos os partidos que chegaram ao Governo. O certo é que o orçamento de PIDDAC é financiado pelas Receitas Gerais do OE, pela União Europeia (fundamentalmente através do FEDER) e, ainda, pelo Autofinanciamento dos Fundos e Serviços Autónomos. Por isso, que outras fontes de financiamento restam ao País?