Ter, 16/10/2007 - 11:25
Entretanto, e para que isso aconteça, é necessário apostar neles, dando-lhes a igualdade de oportunidades, caso contrário, nunca poderão ser cidadãos cultos e instruídos. Isto é, se quisermos que o amanhã de Portugal e do Mundo seja melhor temos que apostar nos Jovens, que são o sangue, a vida, e o futuro de qualquer Nação! Todos são Jovens e, para uns e outros nunca é demais dar-lhes o nosso apoio, aconselhá-los como proceder em relação aos seus estudos e deveres cívicos, sociais e religiosos, com o objectivo de os educar para a cidadania. Desta feita, devemos acreditar em todos, compreendê-los, ajudá-los, mesmo que “ caiam ” ou tenham momentos “ menos ” bons na vida. Para tanto, é necessário dar-lhes mais carinho, Humanismo, atenção, amor e afectividade no que fazemos como amigos, Pais, educadores e encarregados de educação. Em rigor, deveremos olhar para a nossa consciência e talvez verifiquemos, que podemos esperar muito mais da Juventude actual e entregar-lhes sem reservas o Mundo de amanhã, porque, salvo raras excepções, ficará em boas mãos.
No geral, e na minha modesta opinião, muitas mais vezes do que nós pensamos, os Jovens são justos e razoáveis nas suas críticas, ou nas suas exigências. Nós, é que muitas das vezes, não sabemos escutá-los, compreendê-los, porque a crise da sociedade, nas suas diferentes vertentes, cegou o nosso espírito e tornou-nos egoístas. Saibamos ouvir os Jovens, e eduquemo-los para a cidadania, então orgulhar-nos-emos da Juventude actual, dos educadores e dos Pais, em ordem à construção de um mundo melhor. Para isso, todos devem saber que valores transmitir nos processos de aprendizagem e nos quais deve assentar a construção da Cidadania onde haverá inovação, recuperação de tradições: morais, religiosas, éticas e até mesmo ideológicas, e ainda trabalhar os valores fundamentais globais da vida e da acção social comum, em que a trilogia legada pela Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Solidariedade), raiz dos direitos humanos, deve ser implementada no projecto actual de cidadania e de educação. Este é, e será sempre, o grande desafio da Educação. Consegui-los na Globalidade e ao mesmo tempo. No entanto, isto só será atingido se valorizarmos a Solidariedade, visto que é o valor que abarca, reúne e consolida a diversidade. Solidariedade, essa que é apanágio de todos os Rotários do mundo inteiro e que consolida o princípio altruísta, lema de todos os Rotary Clubes, que é: “ Dar de Si Antes de Pensar em Si “, contribuindo assim, quer directa, quer indirectamente para a formação de uma nova sociedade que englobe os valores aqui referenciados.
Em síntese, se cumprirmos estes valores cumpriremos o maior desafio que assumimos na missão de ajudar a formar uma nova geração de cidadãos do Mundo respeitadores da liberdade, igualdade e fraternidade. Mas, para se conseguir tudo isso, terá que haver respeito mútuo entre todos. Se houver, pois, este entendimento teremos uma Juventude sadia, integra, exemplos de autênticos Cidadãos do Mundo. Contudo, na eventualidade de haver “ Jovens em Risco ” há que integrá-los, sem os desintegrar do meio socio-económico, para que estes Jovens recuperados sirvam de exemplo também em ordem à construção de uma cidadania nacional, europeia, e mundial, levando-os a considerarem-se, como dizia Sócrates: “ que não era um Cidadão da Grécia ou Atenas, mas do Mundo. ”


