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Frize dá gás à economia de Sampaio

Ter, 16/10/2007 - 10:30


A fábrica de exploração e engarrafamento das águas Frize tem sido uma verdadeira tábua de salvação para a aldeia de Sampaio e, até, para o concelho de Vila Flor. A funcionar há 13 anos, a Unidade Industrial da Compal é vista como uma oportunidade de emprego para quem vive num concelho onde a principal actividade é a agricultura. “É bom para eles, que comercializam a água, e para as pessoas, porque têm postos de trabalho”, afirma Maria Lopes, habitante de Sampaio.

Esta posição é vincada pelo presidente da Junta de Freguesia local, Vítor José, que acredita que a fábrica tem contribuído para a fixação da população na freguesia e no concelho. Caso contrário há muitos jovens que teriam partido para o litoral ou para o estrangeiro.
“Este investimento foi a melhor coisa que aconteceu na última década. Caso não tivéssemos aqui a fábrica a aldeia estaria ainda mais desertificada, dado que a maioria dos funcionários vivem em Sampaio”, acrescenta o autarca.
Neste momento, a Unidade Industrial da Compal tem 60 trabalhadores, 95 por cento dos quais oriundos do concelho de Vila Flor. “Apostamos na mão-de –obra local. A maioria das pessoas não tem experiência, mas nós damos-lhe formação para poderem operar com os equipamentos”, realçou o director da Unidade Industrial de Vila Flor, Luís Melo Braz.

Unidade Industrial aumentou produção para 10 milhões de garrafas/ mês para dar resposta ao mercado

Ao longo de uma década, o engarrafamento de água Frize aumentou em larga escala, nomeadamente no ano 2000, altura em que a empresa Águas Bem Saúde, SA foi comprada pela Compal. “Quando começámos tínhamos uma linha de engarrafamento com capacidade para 12 mil garrafas/hora e 15 trabalhadores. Actualmente, temos duas linhas de engarrafamento com capacidade para 65 mil garrafas/horas e 60 funcionários”, salienta Luís Melo Braz.
As instalações da Frize também têm crescido a olhos vistos, o que contribuiu para que alguns proprietários pudessem vender os seus terrenos à empresa. Neste momento, a unidade industrial ocupa uma área de 26 hectares, que contemplam duas unidades cobertas, um armazém, a fábrica de embalagem e o espaço envolvente, do qual fazem parte as captações de água.
Trata-se de uma fábrica de grandes dimensões que tem impulsionado a economia do concelho e tem levado o nome de Sampaio e de Vila Flor a todos os cantos do País e, até, além fronteiras.
O recurso natural foi o motivo que levou a empresa a explorar a água gasocarbónica, que brota dos solos de Sampaio. É uma água com gás natural, extraída a grande profundidade, pelo que a seca não interfere nos aquíferos.
Actualmente, a empresa tem capacidade para produzir 10 milhões de garrafas de Frize por mês e tem captações suficientes para satisfazer o mercado nos próximos anos.
O forte aumento da produção deve-se à posição que a Frize conseguiu alcançar no mercado, continuando líder de mercado na comercialização das águas com sabores. “Foi um conceito lançado por nós e conseguimos manter-nos na liderança”, sustenta Luís Melo Braz.
A ampliação e modernização da unidade industrial também se traduz numa melhoria das condições de trabalho dos funcionários, que, nos dias de hoje, têm, apenas, que controlar o funcionamento dos equipamentos.

Caixa
Acessibilidades são obstáculo
As acessibilidades continuam a ser um obstáculo ao transporte de produtos e matérias-primas do interior para o litoral.
Segundo Luís Melo Braz, há 13 anos ainda era mais complicado circular nas vias transmontanas e fazer chegar a água ao mercado. Mesmo assim, o responsável realça que a construção do IP2 e do IC5 são fundamentais para encurtar distâncias entre o interior e o litoral.
“Com a construção destes itinerários era mais fácil, mais rápido e mais económico colocar o produto no mercado. Recebemos e expedimos diariamente vários semi-reboques que até chegarem ao IP4 ou à A25 enfrentam trajectos muito complicados”, concluiu Luís Melo Braz.