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Assim vai a política nacional…

Ter, 09/10/2007 - 11:08


os tempos um desinteresse geral pela política nacional. Falta um tema forte para que a comunicação social o agarre com unhas e dentes e nos faça perder mais alguns dias a acompanhar o desenvolvimento desses assuntos. Efectivamente parece não haver esse tema forte.

A provar isso é o facto de se ter pegado novamente nas declarações de Catalina Pestana a propósito de pressupostos acontecimentos de continuidade de abusos sexuais na Casa Pia. Mas já não colhe a atenção do público, pois fartos de Casa Pia e de julgamentos onde se não julgou ninguém estamos todos cheios. Todos culpados e todos inocentes, menos o BIBI. Enfim!
Mas se por aqui não há nada de novo, também é verdade que pouco mais encontramos que nos distraia politicamente, claro está. E, talvez por isso mesmo, se chegue ao ponto de Carlos César acusar o próprio governo sobre as faltas para com o cumprimento da legislação de autonomia regional. Quem pensaria uma coisa destas? Até agora era só Jardim que se atrevia a tanto! De um momento para o outro também aparece Carlos César a queixar-se e arvorar os Açores como parte integrante de um Portugal que se quer uno e indivisível. E logo lhe responde Sócrates dizendo que sim senhor, tem toda a razão e que ele sempre defendeu a autonomia regional como forma de aumentar a união de Portugal! Quem diria!
Mas, claro está que este episódio começa com outro acontecimento inusitado. Carlos César e João Jardim, depois de anos de atirarem pedradas um ao outro, abraçam-se e fazem as pazes, tornando-se amigos do peito. E porquê? Autonomia, evidentemente! Afinal, João Jardim sempre teve razão no que disse e nunca teve problemas em chamar nomes “ aos da metrópole” como bem sabemos.
Agora os dos Açores fazem o mesmo. E com razão. Tive a impressão que Sócrates tremeu ao ver César e Jardim como bons amigos. Se assim não fosse, seria difícil ele vir dizer que concordava com o que Carlos César disse e que sempre defendeu o aumento de autonomia regional. Será que já nos esquecemos das acusações de Jardim ao governo há uns meses atrás e das eleições que tiveram lugar na Madeira por essa causa e dos ataques que o governo lhe fez, justificando precisamente esse facto com razões de demasiada autonomia e que a região não devia ser mais do que as outras regiões, etc, etc..? Francamente!
Mas continuamos a não ter notícias de desenvolvimento sustentado. Falta a todas elas alguma força.
Uma notícia que deveria ter maior impacto e não teve foi a declaração recente do Presidente da República sobre os professores e a necessidade de os dignificar. Sócrates não adiantou muito sobre este tema, até porque, como nós sabemos, não nutre pelos professores, muito carinho. E menos disse a senhora Ministra da Educação! Mas o que é sério é que Cavaco Silva quando tomou posse como Presidente da República, deu razão ao governo e à senhora Ministra da Educação sobre a reforma que estava a fazer. Então só agora é que se convenceu que ela só estava a fazer asneiras? Bem, nós sabemos que mais vale tarde que nunca…. Pode ser que a Ministra se compadeça com as palavras do Presidente e resolva dar o dito por não-dito e deitar abaixo algumas das medidas aberrantes que implementou.
Seja como for, o que é facto é que o Presidente da República disse que os professores deveriam ser mais considerados pela comunidade. É necessário e urgente que os professores sejam dignificados. E quem tem coragem para o fazer? E como?
O Programa Novas Oportunidades poderia ter sido a plataforma ideal para que houvessem notícias à volta do tema, mas nem por isso se notou grande azáfama a esse propósito. Mas foi caricato ver vários ministros e secretário de estado que nada sabem de educação e nada têm a ver com este Ministério, a aparecerem nas escolas e a oferecerem computadores aos meninos, numa campanha que se pretendia arrasadora. Não o foi. Efectivamente, falhou o objectivo. Não quero dizer com isto que não aprovo o Programa Novas Oportunidades. Pelo contrário. Muito embora seja mais uma vertente de propaganda às Novas Tecnologias do senhor Primeiro Ministro, o facto é que não podemos deixar de a aplaudir, pois dar computadores a 150 euros quem é que não quer? Claro! Também não pode ser sempre a tirar do bolso!
Afinal factos houve muitos, mas de pouca duração. Nenhum com a força suficiente para moralizar o governo e a opinião pública! O 5 de Outubro, pouco trouxe de novo, além de algumas afirmações e das 6000 pessoas que visitaram o Palácio de Belém. Notícias?! Bem se mais não houvesse, há pelo menos a viagem aos Açores, do Presidente da República e o seu raid pelo vulcão dos Capelinhos em helicóptero! Novidade? Talvez.
Pois é! E assim vai a política em Portugal! Morna como o tempo!