class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167102 node-type-noticia">

            

Pombais ressuscitam na paisagem rural

Ter, 09/10/2007 - 11:02


Os pombais são uma marca dominante na paisagem do Nordeste Transmontano e começam a renascer de cara lavada. Na Terra Fria, a CoraNE- Associação para o Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina apoiou a recuperação de cerca de 50 pombais através de uma candidatura aprovada no âmbito do Interreg II A.

Trata-se de um projecto conjunto de Portugal e Espanha, com vista à recuperação e repovoamento dos pombais, para introduzir a produção de pombas e borrachos na economia local, contribuindo para o embelezamento da paisagem, manchada por pombais em ruínas.
Segundo os serviços técnicos da CoraNE, foram criados quatro núcleos de pombais nos concelhos de Bragança, Vimioso e Vinhais, designadamente os Núcleos de Uva, da Lombada, de Cova de Lua e de Vinhais.
O concelho de Miranda do Douro ficou de fora desta candidatura, visto que a maioria dos pombais na área do Parque Natural Douro Internacional já tinha sido recuperada anteriormente. Nesta zona protegida cerca de uma centena de “casas de pombas” foram caiadas de branco, embelezando a paisagem e contribuindo para o aumento da produção de borrachos.

Pombais tradicionais recuperados para produção de pombas e para a visita de turistas

O turismo é outra vertente deste projecto transfronteiriço. Através da divulgação da rota dos pombais e da criação de um centro de informação e documentação na vizinha Espanha, todos os pombais recuperados poderão ser visitados por turistas nacionais e estrangeiros.
As Jornadas do Borracho, promovidas pela CoraNE, são outro aspecto desta candidatura, que também tem em vista a divulgação da gastronomia regional. A ideia é sensibilizar os restaurantes a introduzir pratos de borracho na ementa, para que os turistas possam provar esta iguaria.
Mesmo assim, ainda há centenas de pombais que continuam em ruínas. Segundo o presidente da Palombar, Miguel Nóvoa, os apoios para a recuperação são ocasionais e verifica-se a desvalorização deste património tradicional. Além disso, também há desmotivação por parte dos proprietários, sendo a maioria deles são agricultores de idade avançada.