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Vinhais ameaça combater interdições em Montesinho

Ter, 09/10/2007 - 10:41


O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, promete encabeçar um movimento para combater a proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho.

Desde que o documento foi posto em discussão pública que o autarca tem vindo a contestar as medidas proibitivas, em especial no que respeita à energia eólica e à escassa participação das autarquias e populações na estratégica de conservação da natureza.
A gota de água, contudo, caiu quando veio a lume a interdição de cozinhas regionais de fumeiro na área do PNM. A questão foi levantada na passada quinta-feira, em Vinhais, durante mais uma sessão de discussão pública da proposta de ordenamento daquela zona protegida.
Recorde-se que as cozinhas regionais, também conhecidas por estabelecimentos de venda directa, têm vindo a crescer em todo o concelho de Vinhais e representam uma peça crucial no circuito de produção de enchidos tradicionais.
Ao todo são cerca de 20 unidades licenciadas, algumas delas na área do PNM, que até já deram origem a um roteiro turístico, apresentado na Feira do Fumeiro 2005.
Apesar de se tratar de estabelecimentos de pequena dimensão, são consideradas indústrias do tipo IV e, como tal, só podem ser instaladas no perímetro urbano de cada localidade.

Instituto de Conservação
da Natureza e Biodiversidade pondera criar uma norma de excepção

Américo Pereira considera a proposta de interdição “lesiva para os interesses do concelho”, alegando que as cozinhas regionais fazem parte da estratégia de promoção da fileira do fumeiro, que a autarquia tem vindo a desenvolver há 20 anos. “Estarei na linha da frente do combate a este Plano de Ordenamento do Parque de Montesinho porque põe em causa o futuro do concelho de Vinhais, que aposta na agro-indústria e quer desenvolver o sector das energias renováveis”, salienta o edil.
Citado pela edição de quinta-feira do JN, o presidente da Comissão de Acompanhamento do Planeamento de Ordenamento do Montesinho, Henrique Pereira dos Santos, admitiu que a proposta inviabiliza a instalação de cozinhas regionais de fumeiro, mas garante que o processo não está fechado.
“É uma questão que não tinha sido vista antes, mas que pode se r analisada, pois já criámos excepções para as vacarias e pocilgas”, explicou o responsável.