Ter, 02/10/2007 - 10:45
Neste momento, a MTI concentra o seu trabalho nas antigas minas de estanho de Ervedosa, onde uma equipa já está a fazer a limpeza de acessos, a identificação de galerias e dos pontos onde poderá existir minério. A montagem de um sistema de segurança é outra das tarefas para, numa segunda fase, avançar o trabalho de pesquisa.
“Começámos as prospecções em Ervedosa, porque é o local onde houve uma exploração com maior dimensão”, explicou o responsável e geólogo da MTI em Rebordelo, Nuno Figueiredo.
Recorde-se que os tempos áureos das minas de Ervedosa remontam ao período 1955- 1965, altura em que o ritmo do trabalho era intenso e levou à contratação de cerca de mil operários vindos de todo o País e, até, da vizinha Espanha.
Nessa altura, a mina de estanho chegou a ser considerada uma das melhores do País. O preço do minério, contudo, começou a descer no mercado e, no final da década de 60, a empresa abriu falência, pondo fim à exploração no monte da Borralheira.
As prospecções levadas a cabo pela MTI vêm dar novo fôlego à região, visto que a reactivação da exploração mineira poderá contribuir para o desenvolvimento económico dos municípios transmontanos.
População da freguesia de Ervedosa acredita que a reactivação da mina poderá dinamizar a região
“Se a mina for reactivada vai ter um forte impacto, não só na freguesia, mas em toda a região. Serão criados postos de trabalho e penso que até poderá contribuir para a dinamização turística”, salientou o presidente da Junta de Freguesia de Ervedosa, Franquelim Nascimento.
De acordo com o autarca, a Junta já tinha sido contactada nos anos 80 por uma empresa canadiana, com o objectivo de fazer prospecções mineiras naquela zona de baldios, mas a exploração acabou por não avançar.
“Nessa altura houve minas a fechar e a empresa acabou por não fazer nada, mas agora penso que há boas perspectivas para a mina voltar a funcionar”, remata o autarca.
Segundo Nuno Figueiredo, a intenção da MTI é explorar o estanho em Ervedosa, caso as sondagens revelem que há minério suficiente para dar início aos trabalhos de extracção.
“Trata-se de um projecto económico, que depende do resultado das prospecções que vão decorrer nas antigas minas de Ervedosa”, acrescentou o responsável.
A população aplaude a reabertura da mina e recorda os tempos em que a exploração dinamizou aquela freguesia. “Aqui não há trabalho e, se a mina voltar a funcionar, vai empregar muita gente”, realça Marília Pires, ex-mineira de Ervedosa.



