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Vinhais contra Plano de Ordenamento do PNM

Ter, 02/10/2007 - 10:44


A população do concelho de Vinhais manifestou-se, na passada sexta-feira, contra a proposta do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho (POPNM). Os habitantes das aldeias que integram a área protegida consideram que o documento está desajustado às necessidades das populações se insurgem-se contra o facto das novas regras retirarem autonomia aos proprietários dos terrenos.

“Eu não admito que mandem naquilo que é meu. Sei perfeitamente quais são os carvalhos que hei-de cortar, não preciso que sejam os responsáveis do parque a darem-me essa informação”, contesta Amílcar Fernandes, agricultor de Travanca (Vinhais).
Numa exposição sobre o POPNM, o presidente da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), Américo Pereira, enumerou uma série de proibições e de actividades que necessitam da autorização do PNM e salientou que “este modelo não interessa à conservação da natureza, nem às populações”.
O edil insurge-se contra a proibição do aproveitamento da energia eólica e hídrica, bem como das construções fora dos perímetros urbanos. A alteração do uso da terra é outro dos aspectos condenados pelo edil, dado que o documento prevê condicionar a acção do homem nas zonas de maior valor natural, que no concelho de Vinhais representam cerca de 20 por cento da área do parque.

Presidente da CMV acredita que a Airtricity vai concretizar investimento de 800 milhões de euros na produção de energia eólica no PNM

A instalação de aerogeradores é um ponto de discórdia entre autarcas e Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), dado que, para este organismo, o valor da natureza sobrepõe-se aos fluxos financeiros que poderão ser gerados pela instalação de parques eólicos.
“Entendemos que o valor da paisagem tem um peso maior e é uma valorização para o turismo. Do nosso ponto de vista é mais importante a criação de emprego que a geração de fluxos financeiros”, sustentou Henrique Pereira dos Santos, presidente da Comissão Técnica do POPNM.
O presidente da CMV tem uma posição diferente e acredita que posição das pessoas será tida em conta no Conselho de Ministros, que ditará a decisão final.
“Penso que a Airtricity vai levar o projecto da instalação de parques eólicos por diante, porque Portugal não se pode dar ao luxo de não respeitar o Protocolo de Quioto”, concluiu Américo Pereira, referindo-se ao grupo irlandês que está interessado em aproveitar a energia eólica no PNM.