Ter, 25/09/2007 - 11:07
Há uma semana atrás, os homens do planalto perderam tangencialmente com os seus congéneres, por isso, a vingança é o lema da equipa orientada por Artur Pereira, que não gosta de perder nem a “feijões”.
Depois de ter cilindrado praticamente todos os rivais na aguerrida III Divisão, o Académico disputa a II Divisão Nacional, pela primeira vez.
Para esta estação desportiva, o Académico mudou em 70 por cento a equipa, já que muitos atletas regressaram ao Brasil e outros rumaram para grandes palcos do futsal nacional, fruto da boa época conseguida ao serviço do clube mogadourense.
Não obstante as saídas, o presidente do Académico de Mogadouro, Maurício Colpas conta que os reforços são de qualidade, sendo que o entrosamento não será difícil, á semelhança do que sucedeu a época passada. “É claro que uma II Divisão, para além de ser um campeonato mais forte, vai pesar mais nas camisolas dos jogadores e temos ainda o factor interioridade, que não dá para alterar”, explica o presidente.
Talvez por todas essas adversidades, a direcção recrutou jogadores do mais alto gabarito mundial, quase todos eles brasileiros que actuaram anteriormente na Série de Ouro do Brasil (principal escalão do país). Ainda assim, “decidimos por unanimidade, como é o primeiro ano na II Divisão, apalpar o terreno e tentar ficar entre os cinco primeiros lugares da tabela”, confessa o responsável.
No entanto, no banco a conversa é diferente, pois o treinador principal, Artur Pereira, acredita que a subida é possível e, se surgirem oportunidades, “ninguém duvide que estaremos lá para o que der e vier”.
Capeta regressa do Braga e vai ser a grande surpresa na apresentação aos sócios
Nesta equipa poderosíssima, constituída por 17 atletas (14 profissionais), a nacionalidade brasileira é rainha nas fileiras do clube. Contudo, o clube não descura a formação, aliando, é certo, a pouca prata da casa com o sotaque brasileiro. A adaptação dos craques à região nordestina está a ser fácil, pois além de serem muitos atletas, o clube acolhe-os com todo o carinho e respeito, bem como toda a vila, que vê neles a afirmação do concelho a nível nacional. Se no início as dúvidas persistiam, a verdade é que as tropas mogadourenses deram uma bofetada aos “Velhos do Restelo”, já que o êxito desportivo e a alegria são as únicas palavras do dicionário academista.
Mas nem só de jogadores de faz o clube. “Estamos a trabalhar com uma equipa técnica mais sedimentada. Temos dois preparadores físicos, dois fisioterapeutas, o treinador principal e o treinador adjunto”, revela Maurício.
É com todo este profissionalismo, que a colectividade abraça o novo desafio, oferecendo a cada atleta todas as condições favoráveis para que o trabalho seja desenvolvido eficazmente e com amor ao emblema que levam ao peito.
O ex-jogador do clube Capeta, que se transferiu a meio da temporada passada para o Braga, vai ser a grande surpresa na apresentação aos sócios. Recorde-se que o pivot suscitou a curiosidade dos grandes clubes nacionais, depois de ser o melhor marcador da III Divisão Nacional. Assim, após a breve passagem pelo Minho, o brasileiro Capeta é mais um nome sonante na cruzada “luso-brasileira”.
Plantel 2007 / 2008
Pina
Dudu
Pin
Ricardinho
Neyzinho
Rafael Parada
Alex Carioca
Baltar
Mosquito
Douglas
Rafael
Marquinhos
Mancuso
Hippie
Tiago Pereira
Treinador
Artur Pereira



