Ter, 25/09/2007 - 10:54
Logo aos 3’, Tony poderia ter inaugurado o marcador, mas o remate bateu no central Daniel, quando o público já se preparava para festejar. 3’ volvidos, novamente Tony fabrica o golo para Móbil, mas o remate saiu frouxo, quando tinha tudo para fazer o golo. Nesta altura, o Desportivo domina a partida, com as linhas muito adiantadas no terreno e uma forte pressão ainda no meio-campo adversário.
O perigo circundaria outra vez a baliza forasteira através de um livre soberbo de Móbil, mas Vítor Nuno faz a defesa da tarde. A bola teimava em não entrar. Talvez por isso, Pedrinha tenta, aos 24’, um canto directo, mas o esférico foi ao poste e na recarga Móbil deslumbrou-se com a baliza descancarada.
Só a partir da meia hora de jogo é que o Valdevez assentou o seu jogo e, até ao intervalo, ainda dispôs de uma excelente oportunidade, por meio de um remate, perto da meia-lua, de David com a bola a sair ligeiramente por cima.
Na etapa complementar, Joel e Lico evidenciam-se na partida, ao pegarem no jogo ofensivo do Valdevez. Logo aos 4’, Lico conduz a bola pela esquerda, dá para grande área, onde aparece David a culminar a jogada com um remate à meia-volta, mas Rui Gil salva em cima da linha de golo.
No prolongamento, o Valdevez entrou a vencer com um golo de André Carvalho
O jogo estava agora mais repartido, com o Desportivo a adoptar um futebol mais curto e lento e os minhotos com um jogo prático e venenoso, que tinha no extremo Lico a alma do seu jogo. Na verdade, são incontáveis os pormenores técnicos deste extremo, que usou a sua mais valia para empurrar um jogo colectivo que não aparecia do lado visitante.
Quando restavam 20’ minutos para o fim do jogo, o recém entrado Felipe é expulso por palavras. Deste modo, agouravam-se maiores facilidades para o Bragança. No entanto, não passaram de agouros, pois a turma de Casquilha partiu para uma exibição sublime, beneficiando, é justo dizer, da pouca objectividade rival.
No prolongamento, o Valdevez entrou a vencer com um golo de André Carvalho aos 4’, fruto de um contra-ataque mortífero. 2’ depois, Júlio César , de livre, atira à quina da baliza bragançana e, aos 14’, Lico carimba a passagem com uma jogada individual majestosa. Passe do guardião Vítor Nuno para Lico, arranca em slalon, finta Luís Teixeira e Carlitos e faz um chapéu a Ximena.
O melhor que o Bragança conseguiu foi o tento de honra, através de uma grande penalidade cobrada vitoriosamente por Móbil.
Em suma, qualquer dos três resultados seria acertado, num jogo agradável de se assistir, com inúmeras oportunidades de golo e onde o Bragança não soube jogar contra 10.
Estádio Municipal de Bragança
Árbitro – Francisco Peixoto (AF Braga)
Bragança
Ximena
Fernando silva
Rui Gil
Carlitos
Tony
(Genê 90+17’)
Móbil
Marco Fontoura
Pedrinha
Luís Teixeira
Luís Paulo
(Licha 50’)
Luís Rodrigues
(Pedro 90+8’)
Treinador
Lopes da Silva
Atlético Valdevez
Vítor Nuno
Edson
Joel
André Carvalho
Daniel
Lico
(Amaral 90+28’)
Júlio César
David
Agostinho
(Coentrão 73’)
Bruno Sousa
Cássio
(Felipe 45’)
Treinador
Casquilha
Golos – André Carvalho 90+4’, Lico 90+14’ e Móbil 90+20’ (g.p.).
Disciplina – Agostinho 35’, Felipe 68’ (vermelho), Pedrinha 86’, Luís Rodrigues 90+5’, Joel 90+19’, Móbil 90+20’ e Lico 90+27’.



