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Mirandês ganha adeptos

Ter, 25/09/2007 - 10:26


Os alunos do concelho de Miranda do Douro estão cada vez mais motivados para a aprendizagem da língua mirandesa.

O número de estudantes tem aumentado nos últimos anos, o que levou a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) a contratar, pela primeira vez, três professores para leccionarem a segunda língua oficial de Portugal.
Actualmente, cerca de 450 alunos dos Agrupamentos de Escolas de Miranda do Douro e Sendim escolheram a língua mirandesa como disciplina de opção.
Neste início do ano lectivo, os alunos garantem que aprender Mirandês vai fazer com que esta língua centenária, que esteve adormecida durante muitos anos, volte a fazer parte do quotidiano das pessoas.
“Escolhi o mirandês porque é uma língua materna. No entanto, é preciso que as entidades oficiais olhem mais para este idioma”, defende a aluna do 10º ano da Escola EB 2-3 de Miranda do Douro, Lídia Pimentão.

Estudantes defendem que a língua Mirandesa faz parte das características de um povo

Esta opinião é partilhada por Marina João, uma estudante da mesma escola que estuda mirandês há cinco anos. “O Mirandês faz parte da identidade de um povo e, por isso, tem que ser aprendida desde cedo. Eu vivi fora alguns anos e agora decidi aprender a língua utilizada pelos meus antepassados”, acrescenta a aluna.
O professor de Mirandês, Duarte Martins, sublinha que o sucesso alcançado pela “lhéngua” junto dos alunos se deve a um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há alguns anos. Contudo, sublinha que as condições nem sempre são as melhores. “Cada turma tem, apenas, 45 minutos de aulas por semana, o que é muito pouco em relação a outras línguas, como o Português ou o Inglês”, observa o docente.
Já o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento e Escolas de Miranda Douro, António Santos, garante que a aprendizagem do Mirandês não é uma questão de moda, mas é uma língua viva que precisa de ter a mesma estrutura de ensino das restantes disciplinas. “Com a contratação do terceiro professor de língua mirandesa, torna-se fundamental a criação de um programa de aprendizagem comum a todas as turmas e uma maior articulação entre os docentes, para haver progressão no ensino, desde o pré primário até ao 12º ano”, observa o responsável.
Alunos e professores pedem, agora, que o Ministério da Educação crie manuais escolares de forma a facilitar o estudo da “lhéngua” nas escolas.