Ter, 18/09/2007 - 14:55
Até à data, os resultados parecem jogar a favor do Ministério da Educação. Tanto assim é, que as crianças são as primeiras a aplaudir a transferência para escolas onde têm “mais colegas para brincar”. Este é, quase sempre, o motivo de satisfação dos pequenos alunos, quando questionados sobre a “nova escola”. E ao maior número de colegas para conviver juntam-se as salas de informática, a cantina, as actividades de enriquecimento curricular e tudo aquilo que não existia na escola de cada aldeia.
É certo que as viagens de autocarro passaram a fazer parte do dia a dia de centenas de crianças, mas, de outra forma, não era possível garantir as referidas contrapartidas ao nível da qualidade do ensino.
E se os alunos ganharam mais colegas para brincar, também a maioria dos professores saíram da situação de isolamento em que se encontravam. A localização de escolas em aldeias recônditas, aliado ao reduzido número de alunos, tornava o ensino numa tarefa cada vez mais penosa para os docentes, que tinham de madrugar e percorrer dezenas de quilómetros até chegarem à sala de aula.
A sangria acabará por chegar a quase todas as escolas do Mundo Rural e resta saber se parará por aí, pois até nas sedes de concelho o número de alunos tem vindo a diminuir, mesmo noutros graus de ensino.



