Ter, 18/09/2007 - 11:41
Estes tipos de subversões são, infelizmente, muito frequentes. O bem teorizado acaba por não ser bem executado. Pois, são variadas as razões: a desonestidade, os brandos costumes, a ausência de atribuição de responsabilidades e a não punição daqueles que não cumprem é, também, por diversas vezes referida. E acaba-se em práticas inconvenientes, impeditivas da prossecução dos objectivos doutrinais e dos procedimentos pré-estabelecidos.
Frequentemente, alude-se a que Economia ou Gestão e Ética são matérias dissociáveis. Não o devem ser, isto porque os profissionais da Economia e Gestão devem assumir nas suas actividades uma postura ética, respeitar as leis e adoptar práticas favorecedoras da cidadania e do civismo.
Num regime democrático há liberdade para comentar e formular juízos críticos. Na realidade, permite que se afirme sem temor o que se sente, podendo acentuar-se falhas de justiça e crises de solidariedade que se visibilizem, que na prática são causadas pela falta de conhecimento das matérias em discussão de uns ou pela incapacidade de argumentação de outros. Por outro lado, note-se que a liberdade de criticar e de assinalar erros pode evitar a repetição destes, isto porque em tudo há sempre uma lição a tirar.
Em comportamentos de que a História nos dá conta, mas também em casos presentes têm-se consumado guerras geradoras de calamidades, destruição, matanças, crimes e injustiças, raízes para novas afrontas. Um regime democrático decerto ajudará pois nele debate-se atitudes e comportamentos de todos, eleitos e eleitores, governantes e governados.
Talvez as novas tecnologias de que se dispõe e os estudos e as realizações que se anunciam sobre genética, levem a extirpar não só os males físicos mas também males psicológicos que estarão na origem de crueldades e injustiças praticadas. Ou será que o estudo da genética irá produzir mercenários, robotizando belicistas, executores de guerras futuras? Infelizmente, já se depara com numerosas tecnologias em que a robotização está a causar a “matança” dos inimigos, mísseis telecomandados, aviões sem piloto e armas robotizadas, formas de matar que, todavia ainda não matam tudo ou todos. Há inimigos que residem em nós, são os fantasmas, os medos, as perversidades contra os outros, a proclamação de embustes e mentiras.
Em síntese, assiste-se a impressionantes progressos tecnológicos, mas nas relações entre as pessoas não se nota uma cultura de valores, preocupações de conduta ética. Ora, não privilegiando a ética, geram-se injustiças, mal-estar, guerras. Pois, para mal de todos, sempre assim tem sido. Os assinalados progressos tecnológicos favoreceriam um mundo melhor. Porém, o essencial seria o progresso no campo da ética. Será possível? Pois bem, a esperança é tudo aquilo que nos resta!



