Ter, 18/09/2007 - 11:19
Mesmo sem informações concretas, as opiniões dividem-se. Os populares apontam alguns cenários possíveis, mas a zona do Rebentão, muito próximo do templo, é o lugar que vai gerando maior consenso.
“Nós queremos que o santo fique o mais perto possível das águas do rio. Acho bem que a decisão seja tomada o mais rápido possível, já que poderá haver atrasos nas obras de transferência do imóvel, uma situação que poderá tornar-se complicada, dada a devoção das pessoas ao Santo Antão”, observa António Madureira, outros dos moradores contactados pelo Jornal NORDESTE.
População defende transformação das casas dos peregrinos em centros de apoio a idosos
No entanto, há pessoas que defendem que todo o património deveria ser mudado para um ponto mais próximo da aldeia, já que o santuário é composto por uma série de imóveis que poderiam dar melhores condições de vida às pessoas da aldeia. É O caso dos alojamentos dos peregrinos, que poderiam ser transformados em espaços de acolhimento para idosos.
“ Na minha opinião, já que o santuário vai ser mudado, deveria ser para um local próximo da aldeia e ter uma dupla finalidade: evitar os assaltos de arte sacra e criar condições de vida para a população”, defende Luís Lourenço.
Ao que foi possível apurar, está agendada uma reunião para o próximo dia 26, em Alfandega da Fé, para discutir este assunto, que vai juntar à mesa representantes da população, EDP, Junta de Freguesia de Parada e Câmara Municipal de Alfandega da Fé.
Apesar de tudo, a população mostra-se satisfeita com a construção do empreendimento hidroeléctrico, alegando que “ vai trazer desenvolvimento”.
Recorde-se que o Santo Antão da Barca, considerado “um santo milagreiro”, é um dos locais de culto mais emblemáticos do vale do rio Sabor. A devoção abrange um número significativo de habitantes dos concelhos de Alfandega da Fé, Mogadouro e Torre de Moncorvo.



