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Turismo de contrastes

Ter, 11/09/2007 - 10:56


A peça que hoje se publica à volta de um jovem casal que trocou Sintra por Fresulfe e Moimenta (Vinhais) contrasta com a notícia da semana passada sobre o estado em que se encontra o parque de campismo de Rio de Onor (Bragança).

Nas duas aldeias de Vinhais não existe zona específica para montar uma tenda, mas há vontade suficiente para dinamizar o turismo por via de um restaurante, bar e centro de artesanato.
Pelo contrário, em Rio de Onor, localidade emblemática do Parque Natural de Montesinho, há incapacidade para pôr o parque de campismo rural a funcionar, apesar dos milhares de euros ali investidos. A Câmara Municipal de Bragança (CMB) empurra as culpas para a empresa concessionária, e esta imputa a responsabilidade à autarquia, sem que nada disso contribua para resolver o problema.
Enquanto se desenrola a troca de acusações, os turistas chegam à aldeia e revoltam-se por não poder montar uma tenda, porque o parque está encerrado e não há qualquer aviso prévio no site da CMB, empresa concessionária ou Rota da Terra Fria Transmontana, programa que comparticipou vários investimentos naquela aldeia.
Alertar os forasteiros para o facto do parque de campismo estar encerrado é o mínimo que se pode fazer para que as pessoas não sejam apanhadas de surpresa. Haja frontalidade para informar os campistas da situação, indicando-lhes os parques alternativos na zona de Bragança. A não ser que ideia seja continuar a omitir, deixando nas mãos dos turistas a decisão de voltar para trás ou procurar um parque de campismo em Puebla de Sanábria (Espanha).
Valham-nos os exemplos positivos que vão chegando para continuar a acreditar que futuro da região passa mesmo pelo Turismo. É que as portas fechadas no parque de campismo de Rio de Onor ficam muito mal na fotografia.