Ter, 11/09/2007 - 10:13
Trata-se de trabalhadores que permanecerão nalocalidade durante os próximos quatro anos, tempo previsto para a conclusão do empreendimento.
“É sempre bom quando há investimentos desta envergadura num concelho e, enquanto durarem as obras, são cerca de 400 novas pessoas na região”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro (CMMD), Manuel Rodrigo.
Se antes não havia moradores na localidade, “agora já nem há casas para alugar, devido à procura elevada”, acrescenta o autarca. Para dar resposta às solicitações, a EDP pretende recuperar a antiga pousada que albergava os trabalhadores durante a construção da barragem na década de 50, pondo fim à degradação do imóvel. “É um edifício com um elevado valor patrimonial, pelo que representa uma mais valia, pois será mais um equipamento hoteleiro no concelho”, avançou o responsável.
A chegada de centenas de trabalhadores ao Barrocal do Douro trouxe, também, mais movimento aos estabelecimentos comerciais. “Imprimem uma nova dinâmica à região, mesmo a nível económico”, acrescentou o edil.
A par dos reflexos positivos à volta da fixação de centenas de pessoas no concelho, Manuel Rodrigo lamenta que, após a conclusão do empreendimento, o município não receba nenhuma contrapartida. “Miranda do Douro produz uma grande percentagem de energia limpa para o País mas, ao contrário do que se passa com os projectos eólicos e mini – hídricos, não recebemos nenhuma compensação”, lamentou o autarca.
Recorde-se que a localidade do Barrocal do Douro deve a sua existência à construção e manutenção da barragem hidroeléctrica nos anos cinquenta.
Já as obras em curso, que resultam de um protocolo celebrado no passado mês de Março, visam a construção de uma nova central hidroeléctrica, orçada em 130 milhões de euros, que prevê o aumento da potência da actual barragem em 125 por cento.



