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Onde param os incêndios?

Ter, 11/09/2007 - 10:08


Só na Fase Charlie (entre 01 de Julho e 3 de Setembro) arderam menos 1 788 hectares que no mesmo período de 2006.

Este saldo positivo é o resultado das condições climatéricas favoráveis deste ano, mas, sobretudo, da mudança de estratégia das forças de prevenção e combate a incêndios implementada no ano passado.
Em 2005, ao primeiro sinal de fogo, a corporação de bombeiros mais próxima do local enviava uma equipa com cinco homens para tentar combater as chamas e fazer um levantamento da situação, de modo a pedir os recursos necessários. Já este ano, ao primeiro alerta, a força helitransportada avança imediatamente com cinco elementos para o terreno em tempo recorde, enquanto carrega as reservas de água. Simultaneamente partem quatro viaturas com homens, independentemente da dimensão do incêndio. “O que nós fazemos é não permitir que o fogo alastre, ao contrário do que se passava antes. Enquanto se chamavam mais homens para o combate, as chamas iam aumentando”, explicou o governador civil de Bragança, Jorge Gomes.
Com esta nova estrutura, não houve, ainda, nenhum incêndio no distrito de Bragança que demorasse mais de duas horas a estar, pelo menos, circunscrito. “Resolvemos as situações em muito pouco tempo, o que resulta na diminuição drástica de área ardida. Claro que, se nos aparecessem dez fogos ao mesmo tempo, não poderíamos agir desta forma”, acrescentou o responsável.

Governo dispensa serviços dos Aeroclubes do País e aposta na sensibilização das populações

Com a profissionalização das forças de vigilância, o Governo optou por não recorrer aos serviços dos Aeroclubes, como vinha fazendo até aqui. Este ano, esta função tem sido, em grande parte, desempenhada pelos dois helicópteros estacionados nas serras da Nogueira e de Bornes, que vigiam todo o distrito de Bragança. “Adoptaram-se algumas medidas, avaliaram-se os resultados e concluiu-se que seriam custos dispensáveis, uma vez que o trabalho estava a ser bem desenvolvido”, explicou Jorge Gomes.
A par da nova estrutura de ataque adoptada, o responsável salienta, também, que o envolvimento das populações é essencial para a prevenção de fogos. “As pessoas têm tido um papel muito importante, pois estão conscientes e sensibilizadas para esta problemática e têm preocupações e cuidados que antes não tinham”, refere o representante do Governo.
Parte da sensibilização está a cargo do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR que, ao longo do ano, tem contactado as populações rurais no sentido de as informar acerca dos cuidados e comportamentos a ter. “Apesar de estar a resultar bem, temos que trabalhar mais, limpar melhor e continuar a sensibilizar as pessoas”, sublinhou o responsável.