Ter, 04/09/2007 - 10:31
Nas aldeias, as crianças já tinham aulas durante os períodos da manhã e da tarde, com as actividades de enriquecimento curricular asseguradas.
No âmbito da reestruturação escolar, a escola do 1º Ciclo de Baçal é a única do concelho que vai encerrar este ano lectivo. Os 11 alunos vão percorrer cerca de 20 quilómetros, por dia, para frequentarem a escola de S. Sebastião, na capital de distrito.
Na óptica de Fátima Fernandes, o concelho de Bragança vai assistir a um encerramento gradual dos estabelecimentos de ensino. Na carta Educativa, homologada no passado mês de Maio, a autarquia apresentou uma proposta para contrariar os números estabelecidos pelo Ministério. “Para não fecharem logo todas as escolas com menos de 20 alunos, propusemos que no ano lectivo anterior encerrassem as que tivessem menos de 10, este ano as que tivessem menos de 15 e no próximo ano as que tiverem menos de 20”, explicou a vereadora.
Construção dos Centro Escolares e obras de requalificação das escolas dependem de fundos comunitários
Esta proposta foi aceite pelo Ministério, pelo que há escolas no concelho que vão funcionar com, apenas, 15 crianças. Esta situação é verificada no Zoio, onde a escola vai funcionar com o limite de alunos estipulado pela autarquia.
O número de estudantes tem vindo a diminuir ano após ano, mas, segundo Fátima Fernandes, este ano o número de crianças matriculadas no 1º Ciclo não sofreu uma alteração significativa face ao ano passado. O concelho de Bragança tem 1042 alunos do 1º Ciclo, distribuídos pelas 10 escolas do Mundo Rural e pelos 11 estabelecimentos de ensino da cidade.
No futuro, a Carta Educativa prevê a construção de dois centros escolares: um na freguesia da Sé e outro em Santa Maria, bem como o encerramento das escolas centenárias da cidade. Estes novos espaços vão oferecer às crianças as mesmas condições que já existem nos outros níveis de ensino, visto que cada centro vai ter uma cantina e um pavilhão gimnodesportivo.
No Mundo Rural vão continuar a funcionar as escolas de acolhimento, que vão ser alvo de obras profundas. Os trabalhos estão dependentes da aprovação de candidaturas ao Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN).



